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publicado em 29/04/2010 às 12h08:

Verba de R$ 17 mil por dia não "salva"
monumentos de SP de danos e sujeira

Cidade tem 406 monumentos que são "cuidados" só uma vez a cada dez meses

Do R7

A cidade de São Paulo destina cerca de R$ 500 mil por mês para a limpeza e o restauro de seus 406 monumentos em locais públicos, de acordo com a Secretaria Municipal de Cultura. No entanto, a verba de quase R$ 17 mil por dia parece não ser suficiente para deixar as obras em perfeito estado. Nos dias 11 e 14 de abril, a reportagem do R7 flagrou monumentos depredados em quatro pontos da capital paulista: jardim do museu do Ipiranga, na zona sul; largo do Arouche, no centro; praça Oswaldo Cruz, na Bela Vista, e “escadão” do Bixiga, perto da praça Dom Orione, também na região central (veja galeria com imagens).

No monumento do Grito da Independência, no jardim do museu do Ipiranga, uma estátua que faz parte da obra está pichada com material escolar. No mesmo local, outra estátua sofre com a ferrugem. Ainda nesse jardim, o busto de José Bonifácio, o patriarca da independência, foi corroído por fezes de pombos. Já no Arouche, por exemplo, enquanto em um espaço falta um busto, na obra ao lado, a placa de identificação foi arrancada.

Conforme cronograma da Secretaria Municipal de Cultura, cada monumento da capital é limpo ou restaurado a cada dez meses. Para este ano, a previsão é de que cada obra seja “visitada” ao menos uma vez, levando em conta verba usada pela pasta e pelo Limpurb (departamento que cuida da limpeza da cidade) para a conservação das estátuas.

Para o professor Benedito Lima de Toledo, do departamento de história da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) da USP (Universidade de São Paulo), o poder público deveria ter maior atenção com os símbolos da cidade.

- Os monumentos contam a história da capital. A prefeitura não dá o tratamento necessário para haver uma identificação maior entre a população e os monumentos. Até por isso os moradores da cidade não respeitam essas obras e as depredam.

A reportagem do R7 procurou a Secretaria de Cultura que afirmou que os danos apresentados são de conhecimento do DPH (Departamento do Patrimônio Histórico) e que “serão tomadas medidas para sanar os problemas”. No caso do monumento do museu do Ipiranga, um laudo está sendo elaborado pelo órgão para orientar os restauros. No largo do Arouche, a secretaria diz que as ausências da placa e do busto do monumento a José Augusto César Salgado foram identificadas em janeiro passado.

Procedimento 

O trabalho de limpeza e restauração dos monumentos é feito em conjunto por órgãos da prefeitura. A Secretaria de Cultura cataloga, recebe denúncias de depredação - por meio do telefone 156 - e cuida da parte técnica. A Subprefeitura da Sé administra a verba, que está ligada aos contratos da Limpurb.

Uma vez registrada a depredação, a obra entra no cronograma administrado pela secretaria. Caso o monumento precise apenas de limpeza, a pasta diz realizar a manutenção em até dois dias. Se for necessária uma restauração, um técnico avalia como será feito o trabalho, que demanda mais tempo.

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