27 de Maio de 2012
Prefeitura diz que manifestantes foram violentos
Dois vereadores de São Paulo disseram ter sofrido agressões durante uma manifestação contra o aumento da passagem no município em frente a prefeitura, na região central da capital paulista nesta quinta-feira (17). Os parlamentares disseram que a tropa de choque da PM agiu com “força desproporcional”.
A Polícia Militar, por sua vez, negou que estivesse atuando na manifestação apontando a Guarda Municipal como responsável pela segurança da sede do governo. Por meio de nota, a Secom disse que "não é possível compreender e aceitar a violência usada, nesta quinta-feira (17/2), por manifestantes que protestam contra a tarifa do sistema de transporte público da cidade".
Um dos vereadores, José Américo (PT), conta ter sido atingido por um spray de pimenta no momento em que negociava com um porta-voz da prefeitura uma reunião para discutir o aumento da passagem.
– A tropa de choque da PM agrediu os manifestantes que estavam aguardando na frente da prefeitura de forma desproporcional. A manifestação é pacífica, só os policiais trouxeram armas.
Ele ainda aponta que a PM usou balas de borracha nos manifestantes, a maioria composta por jovens.
Os vereadores Juliana Cardoso e Donato (ambos do PT) também sofreram com as agressões dos guardas. Ambos os petistas continuavam na manifestação às 19h55 e não precisaram de atendimento médico.
Os manifestantes atiraram pequenos objetos e bexigas com água na direção da PM. Os policiais reprimiram o ato com bombas de gás de lacrimogênio. Os estudantes e fotógrafos que faziam a cobertura do protesto - entre eles, Julia Chequer, do R7 - foram agredidos com cacetete e spray de pimenta.
O ato começou por volta das 17h desta quinta-feira (17), enquanto seis pessoas permaneciam acorrentadas dentro da Prefeitura de São Paulo.
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