São Paulo

25/2/2013 às 00h30

Saiba quais bens fazem parte da herança milionária que Gil Rugai vai receber, mesmo depois de condenado

Gil deve ficar com cerca de R$ 5,5 milhões da herança do pai, que ele foi condenado por matar

Do R7, com Domingo Espetacular

Gil Rugai deixou o fórum, na sexta-feira (22), após a condenação, acompanhado da mãe e do irmão Eduardo Enomoto/R7

Mesmo após ser condenado a 33 anos e nove meses de prisão pela morte do pai e da madrasta, em 2004, o publicitário Gil Grego Rugai tem direito à herança deixada pelo pai, Luiz Carlos Rugai. O montante de bens da família ultrapassa os R$ 20 milhões.

A condenação de Gil Rugai não tira dele o direito à herança milionária. De acordo com a lei, como não houve manifestação contrária do irmão, Léo Rugai, os dois juntos deverão ficar com metade dos bens.

O empresário Luiz Carlos Rugai tinha carros e motos de luxo, um avião, um barco, aplicações financeiras, dois imóveis: uma casa de campo e uma mansão em Perdizes, bairro da zona oeste de São Paulo, que tem quase 1.000 m².

Gil e Léo vão ficar com 25% da herança cada um. A família de Alessandra Troitino, a madrasta que também foi assassinada, terá direito à outra metade dos bens.

Para mudar este quadro, o irmão precisaria ter entrado com um pedido de declaração da indignidade de Gil à herança até quatro anos após o crime, o que não aconteceu porque Léo Rugai acredita que Gil é inocente.

Veja fotos do quinto dia de julgamento de Gil Rugai

"Temo pela fuga de Gil Rugai", diz assistente de acusação

O julgamento

O júri popular de Gil Rugai durou cinco dias e terminou com a condenação dele a 33 anos e nove meses de prisão. Como o publicitário tem um habeas corpus do STF (Supremo Tribunal Federal) que o permite ficar em liberdade, o juiz não determinou que ele fosse para a cadeia depois do julgamento.

Os advogados dele anunciaram ao fim do julgamento que vão apelar ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) pela anulação do júri. Se os desembargadores negarem, ainda caberá recurso aos tribunais superiores em Brasília.

Relembre o caso

O publicitário Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e sua mulher, Alessandra de Fátima Troitino, 33 anos, foram assassinados a tiros dentro da casa onde moravam em Perdizes, zona oeste de São Paulo no dia 28 de março de 2004.

Alessandra foi baleada cinco vezes na porta da cozinha, segundo laudo da perícia. Luiz Carlos teria tentado se proteger na sala de TV. A pessoa que entrou no imóvel naquela noite arrombou a porta do cômodo com os pés e disparou quatro vezes contra o publicitário.

O comportamento aparentemente frio de Gil Rugai, na época com 20 anos, ao ver o pai e a madrasta mortos chamou a atenção da polícia, que passou a suspeitar dele.

Os peritos concluíram que a marca encontrada na porta arrombada era compatível com o sapato de Rugai, que, ao ser submetido pela Justiça a radiografias e ressonância magnética, teria apresentado lesão no pé direito.

Na mesma semana do duplo homicídio, os policiais encontraram no quarto do rapaz, um certificado de curso de tiro e um cartucho 380 deflagrado, o mesmo calibre da arma usada no assassinato do casal.

As investigações apontaram ainda que ele teria dado um desfalque de R$ 228 mil na empresa do pai, a Referência Filmes, falsificando a assinatura do publicitário em cheques da firma. Poucos dias antes do assassinato, ele foi expulso de casa.

Um ano e três meses após o duplo homicídio, uma pistola foi encontrada no poço de armazenamento de água de chuva do prédio onde o rapaz tinha escritório, na zona sul. Segundo a perícia, seria a mesma arma de onde partiram os tiros que atingiram as vítimas.

Rugai respondeu pelo crime em liberdade e foi julgado por duplo homicídio qualificado por motivo torpe. 

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