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São Paulo

31/5/2013 às 00h18 (Atualizado em 31/5/2013 às 09h48)

Solução de crimes bárbaros merece prioridade, diz pesquisador

R7 ouve estudiosos que apontam impunidade como fator de aumento na criminalidade

Ana Cláudia Barros, do R7

Dentista foi queimada viva em seu consultório durante assalto Reprodução/Rede Record

Para o pesquisador da Escola de Direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e especialista em segurança pública Guaracy Mingardi, uma forma de coibir crimes violentos como os que foram cometidos contra dois dentistas em São Paulo, é “dar absoluta prioridade para a investigação” de ocorrências dessa natureza.

— Se for dada prioridade número 1 para [a apuração dos] crimes violentos, eles não vão ser colocados burocraticamente que nem os outros e vão diminuir, porque o raciocínio é o seguinte: “Se eu cometer latrocínio, vou ser pego. Se eu roubar, a probabilidade é menor”.

O especialista em segurança acrescenta que, para o criminoso, ser capturado é mais significativo do que a penalidade que ele possa vir a sofrer.

— O grande problema é ser preso ou não. Não é ao questão do tamanho da pena.

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O jurista Luiz Flávio Gomes concorda e considera que a impunidade é um dos fatores que explicam a crueldade empregada nos crimes, já que no Brasil, ressalta, “não se apura quase nada”.

— Mudar a lei é mera perfumaria nesse contexto. O criminoso não está nem aí para a lei. Não olha a pena. Pelo nível dele de desprezo pela vida, já não considera mais as regras de pena. Dez, 20, 50 anos. Para ele tanto faz.

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O professor acrescenta:

— É uma parte da sociedade desconectada do todo. Só que essa parte é atuante e violenta. É o preço que o todo paga. O todo, ao deixar uma parte podre, sofre e paga o preço.

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Gomes entende que para reverter o problema, são necessárias “mudanças mais profundas”.

— É mudar educação, ética, ensinar coisas positivas. Ou faz mudanças radicais, tipo educação radical, todo mundo na escola obrigatoriamente até os 18 anos, ou o caos absoluto e total.

Casos continuarão a existir

Para o professor Theo Dias, a criminalidade pode ser reduzida com medidas, como controle de armas, trabalho de prevenção junto aos jovens, policiamento comunitário e investigação policial. Ele pontua, entretanto, que o ato bárbaro sempre existirá.

— Sempre haverá o imponderável. Sempre haverá aquele que mata por sadismo, por vingança, por motivo fútil, pela droga. Aquele que mata por ter um desvio psicológico. O fato bárbaro infelizmente está presente em todas as sociedades. Ricas, com desigualdade. Obviamente que isso não pode ser um raciocínio que leve ao imobilismo, de achar que é assim mesmo. É preciso trabalhar para reduzir esses casos ao máximo, investindo em prevenção e em repressão. Os casos bárbaros sempre existiram e continuarão a existir.

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