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São Paulo

2/7/2013 às 12h43 (Atualizado em 2/7/2013 às 13h08)

Suspeito de matar menino boliviano tem extensa lista de crimes desde a adolescência

Ele estava preso até maio, mas aproveitou saída temporária do Dia das Mães e não voltou mais

Do R7, com Jornal da Record

Polícia procura Diego Freitas Campos, de 20 anos, suspeito de atirar na cabeça de uma criança de cinco anos durante um assalto Foto: Divulgação/Polícia

Diego Freitas Campos, de 20 anos, tem uma extensa lista de crimes desde a adolescência. Ele é suspeito de ter assassinado um menino boliviano, de cinco anos, durante um assalto na semana passada. A família do jovem ainda tentou explicar o que aconteceu. Eles disseram que Campos atirou porque as vítimas reagiram. A polícia não acredita nesta história.

Na mesma rua onde aconteceu o crime, na zona leste de São Paulo, moram os pais de Campos, apontado como o autor do disparo que matou Brayan Yanarico Capcha, de cinco anos. O suspeito ainda está foragido. O pai dele não quer aparecer, mas contou que o filho deu outra versão para o crime.

— A criança estava brincando no chão sem chorar, nem chorando não estava quando o boliviano voou para tomar a arma dele. Ele estava com a arma engatilhada. O braço baixou e disparou porque ele estava com o dedo no gatilho.

Empresário doa R$ 4.500 à família de menino assassinado

Mas a polícia não acredita nisso. Tanto as vítimas quanto os suspeitos presos confirmaram a versão da família. Um adolescente apreendido no domingo (30) também confessou a participação no crime. Ele afirma que quem estava com a arma era Campos.

— Saí do quarto, aí deixei a mulher. Falei: "vou procurar mais dinheiro". A hora que eu fui descendo, aí tinha um outro menino lá embaixo, aí só ouvi o disparo e todo mundo saiu correndo, saí correndo dentro da casa também.

Além do adolescente, outros três suspeitos, entre eles, o atirador, invadiram a casa onde moram os bolivianos na madrugada de sexta-feira (28). Os criminosos reuniram todos em um quarto e pegaram o dinheiro que eles guardavam, cerca de R$ 4,5 mil. Brayan chorava muito, o que teria irritado Campos. Ele teria atirado sem piedade na cabeça do menino que estava no colo da mãe.

Extremamente perigoso

Segundo a polícia, Diego Freitas Campos, de 20 anos, é um jovem extremamente perigoso que, antes da maioridade, teve passagens pela Fundação Casa por vários crimes. Até maio, ele estava em um presídio em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Ele aproveitou a saída temporária do Dia das Mães e nunca mais voltou.

Campos também é suspeito ter assaltado a mesma família pelo menos outras duas vezes, como conta o delegado Antônio Mestre Júnior.

— Ele repetiu, várias vezes, para a mãe da criança que queria mais dinheiro senão ia matar a criança. O menino ainda entregou duas moedinhas para evitar ser assassinado e mesmo assim a perversidade foi praticada.

Antes de ser baleado, menino boliviano entregou aos criminosos dinheiro de seu presente de aniversário

Enterro

O corpo de Brayan, morto com um tiro na cabeça durante um assalto, será enterrado nesta terça-feira (2) na Bolívia. Os pais do garoto, Verônica Capcha Mamani e Edberto Yanarico Capcha Mamani, retornaram ao país junto com o corpo do filho e relataram não querer voltar para o Brasil. A família deixou o País na tarde desta segunda-feira (1º) em direção à cidade de La Paz, capital da Bolívia. Em seguida, eles seguiriam para o vilarejo de Takarama, a 150 km de La Paz, onde acontecerá outro velório e o enterro.

Os três suspeitos que já foram presos pela polícia disseram que foram assaltar os bolivianos porque sabiam que eles não tinham conta bancária e guardavam dinheiro em casa. O menino Brayan Yanarico Capcha, de cinco anos, foi morto com um tiro na cabeça porque chorava muito e os pais não tinham mais dinheiro. A quadrilha roubava motos na zona leste e na marginal Tietê.

No domingo (30), a polícia prendeu o terceiro suspeito de participar do bando que matou Brayan. Trata-se do adolescente de 17 anos, que chegou a ser apontado como o autor do tiro. Mas ele e os outros dois presos afirmaram à polícia que o autor do disparo foi Diego Freitas Campos, de 20 anos. À polícia, disseram que "não entenderam" a atitude do comparsa, que está foragido. Também confessaram ter tentado matar o comparsa. Ao ser detido, o menor carregava R$ 990.

O outro foragido, além de Campos, é Wesley Pedroso, também de 19 anos. No último domingo, a polícia chegou a entrar na casa onde os dois estavam escondidos, perto do Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo, mas eles fugiram pulando o muro. A casa tinha três pit bulls, o que dificultou o trabalho da polícia.

Na tarde desta segunda-feira (1º), um homem foi detido suspeito de ser o atirador, o que não foi confirmado. Ele já foi liberado.

Assista ao vídeo:

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