São Paulo

20/1/2013 às 17h12 (Atualizado em 20/1/2013 às 17h12)

Um dia antes do início de internação compulsória na cracolância, PM realiza ronda e revistas na região 

Ação pretende agilizar o encaminhamento de dependentes químicos para internação

Do R7, com Agência Brasil

Maiane Brito/Sigmapress/Estadão Conteúdo

Um dia antes da data prevista para início das internações compulsórias de usuários de crack em São Paulo, policiais militares realizaram rondas e revistas na região central da cidade na tarde deste domingo (20). No último dia 11, o governo do estado de São Paulo, o TJ (Tribunal de Justiça), o Ministério Público estadual e a seccional de São Paulo OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) assinaram termo de cooperação técnica que pretende tornar mais ágil o encaminhamento de dependentes químicos, em estado grave, para a internação compulsória. 

Na prática, juízes, promotores e advogados vão passar a ficar em regime de plantão, das 9 horas às 13 horas, no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), localizado na chamada região da Cracolândia, na capital paulista, para atender a requisições de internação compulsória de dependentes de crack e outras drogas.

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A iniciativa terá o acompanhamento da Justiça paulista. O presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), Ivan Sartori, explicou que a internação pode ser solicitada tanto pela família quanto pelo Ministério Público

— A mãe, a família, o Ministério Público, todos que têm interesse poderão requerer ao juiz a internação compulsória. Decretada a internação compulsória [pelo juiz], aí nós vamos ter de cumprir a decisão judicial. A forma como será cumprida vai depender da resistência. [A polícia só participará] para cumprir a decisão judicial. A polícia poderá ser requisitada sim. 

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O anúncio da nova ação na Cracolândia ocorre um ano após o início de uma operação policial na região que provocou polêmica. No início de janeiro de 2012, a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana passaram a atuar ostensivamente contra os usuários e traficantes de crack que se aglomeram no entorno da Estação da Luz.

O Ministério Público de São Paulo (MP) considerou a operação inútil, já que o uso e o tráfico de crack permaneceram na região. A instituição entrou com uma ação civil pública contra o governo paulista pedindo indenização de R$ 40 milhões por danos morais individuais e coletivos. O MP acredita que ocorreram violações de direitos humanos na remoção violenta dos usuários.

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