São Paulo

22/12/2012 às 08h21 (Atualizado em 22/12/2012 às 08h22)

Vítimas de desabamento em Sorocaba são sepultadas

Polícia Civil vai concluir investigações sobre acidente em trinta dias

Agência Estado

Muro de construção histórica desabou deixando sete mortos em Sorocaba Bruno Cecim/Estadão Conteúdo

A Polícia Civil vai concluir em trinta dias as investigações sobre o desabamento do muro de uma fábrica histórica que causou a morte de sete pessoas na noite de quinta-feira (20), em Sorocaba, a 92 km de São Paulo. Seis vítimas serão sepultadas neste sábado em cemitérios da cidade. O prefeito Vitor Lippi (PSDB) decretou luto por três dias.

Os corpos da assistente administrativa Evelin Cristina Siqueira, de 30 anos, do seu filho Tiago Alves Siqueira, de 5, e da irmã Nhayara Pamela Airola, de 25, serão sepultados no Memorial Park, onde também será depositado o corpo do vigilante Rayner Alves, de 28. Os corpos do taxista Humberto Dias Ferreira, de 53 anos, e de Samantha Bianca da Conceição, de 24, serão sepultados no cemitério Santo Antonio. O médico Adilson Nunes Filho, de 35 anos, será enterrado no Cemitério Municipal de Cerquilho, cidade onde morava.

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Evelin, o filho e a irmã estavam num dos quatro carros atingidos pelos escombros. Outro filho de Evelin escapou por pouco do acidente: a família fazia compras para o Natal e ele preferiu ir de carro com a avó materna, que seguia um pouco à frente. O pai do vigilante Rayner aguardava o filho que saíra do trabalho quando ouviu notícias do acidente. Como o vigilante estava no trajeto, foi até o local e acabou reconhecendo o filho entre as vítimas. Samantha também voltava das compras com o marido quando ocorreu o desabamento. Ela morreu na hora, enquanto ele, retirado dos escombros, apresentou sinal de vida e foi levado ao Hospital Regional. Seu estado era considerado estável na sexta-feira.

O taxista Humberto havia saído do ponto em que trabalhava havia 14 anos, no Mercado Municipal, e seguia para casa. Ele estava sozinho no carro atingido pelos tijolos, assim como o médico Adilson. Pai de dois filhos, o endocrinologista atendia em sua clínica particular e no hospital Unimed de Sorocaba. Familiares e amigos das vítimas lotaram os salões da funerária Ofebas, onde os corpos de cinco pessoas foram velados, em clima de tristeza e revolta. As pessoas cobravam rigor na apuração das causas do desabamento.

O delegado José Antonio Belloti, da Delegacia Seccional, acompanhou na sexta-feira o trabalho dos peritos da área de engenharia da Polícia Civil. — O laudo vai se somar às outras provas para elucidar as circunstâncias do acidente, mas ainda é cedo para dizer se haverá indiciamentos. Ele requisitará as imagens de câmeras de monitoramento do trânsito que registraram a queda do muro, de dez metros de altura. O prédio da Fábrica de Tecidos Santo Antonio, inaugurado em 1913, era tombado pelo patrimônio histórico municipal e estava em obras. As instalações estavam sendo restauradas para abrigar um shopping. A prefeitura também investiga o acidente. Os bombeiros que resgataram as vítimas informaram que chovera muito e o muro pode ter sofrido infiltração.

O Patio Cianê, empresa que constrói o shopping, informou em nota ser "prematuro" apontar uma causa para o acidente. De acordo com a empresa a obra estava devidamente licenciada pelos órgãos oficiais responsáveis e correndo dentro de todos os padrões usuais de segurança e qualidade, acompanhada pela construtora Fonseca e Mercadante. A empresa lamentou "profundamente" o acidente e informou estar prestando as informações necessárias às autoridades.

O diretor de desenvolvimento do Pátio Cianê, Jefferson Tagliapietra, disse que os trabalhos não tinham chegado ainda ao local do desabamento. — Era uma área que estava intacta, conforme havia sido construída. O prédio tem fundações e foi construído com um padrão muito bom para a época.

Fotos postadas no site da Fonseca e Mercadante mostram estágios da obra anteriores ao desabamento. As imagens focam máquinas fazendo a remoção de terra e a estrutura da fábrica Santo Antonio com as paredes expostas. O telhado antigo do prédio havia sido removido anteriormente. Técnicos da Defesa Civil avaliam as condições da parte do paredão que não caiu para definir se haverá necessidade de demolição. A rua Comendador Oeterer, em cuja calçada fica o muro, continua interditada para veículos.

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