Saúde

26/12/2012 às 10h39 (Atualizado em 26/12/2012 às 11h00)

Aplicativos melhoram resultados de dietas para perda de peso

Segundo estudo, quem utiliza recurso perde 3,9
quilos a mais em um ano do que quem não adere à tecnologia 

Agência Estado

Usuário tem contador de pontos para equilibrar calorias ingeridas e as gastas com atividades físicas Getty Images

Quem está acima do peso conta com mais um recurso para ajudar a colocar o regime em prática: aplicativos de celular somam as calorias ingeridas, indicam a quantidade certa de atividade física e mostram se os alimentos escolhidos estão bem equilibrados nutricionalmente. Agora, um estudo demonstrou que quem utiliza esse recurso perde, em média, 3,9 quilos a mais em um ano, em comparação a quem não adere à tecnologia.

O estudo americano, feito na Universidade NorthShore e publicado na revista científica Archives of Internal Medicine, recrutou 69 adultos obesos ou com sobrepeso e os dividiu aleatoriamente em dois grupos. Ambos participaram de sessões quinzenais de orientação com nutricionistas, psicólogos e médicos, mas apenas um grupo recebeu computadores de mão para registrarem seu consumo de calorias.

Aplicativo pode ajudar pacientes que sofrem de enxaqueca

Além de perderem mais peso ao final de 12 meses, os participantes que utilizaram o recurso tecnológico tiveram resultados melhores logo no início do experimento. Após três meses de participação, 36% dos voluntários desse grupo já haviam perdido pelo menos 5% de seu peso. No mesmo período, nenhum participante do outro grupo atingira resultado semelhante.

Para o médico Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, esse tipo de recurso está sendo cada vez mais usado. “

— Essas tecnologias incorporam um padrão de conduta no cotidiano alimentar da pessoa.

Isso se deve, segundo ele, ao fato de os aplicativos ou os programas online “cobrarem” uma mudança de comportamento. “

— Quando somos direcionados, pressionados e cobrados a seguir determinados hábitos, os resultados são mais positivos”.

Os pesquisadores da Universidade NorthShore Goutham Rao e Katherine Kirley, que analisaram o estudo, lembram que os custos associados à obesidade são altos e há poucos medicamentos disponíveis. "“A tecnologia pode desempenhar um papel crucial no fomento de uma gestão acessível e de baixo custo"”, afirmam na publicação.

Opções

No Brasil, uma das ferramentas disponíveis é o programa Dieta e Saúde (www.dietaesaude.com.br), que pode ser acessado por computador ou celular. Depois de uma avaliação com base em peso e altura, cada usuário recebe uma indicação de dieta. Ele também passa a dispor de uma ferramenta para medir a evolução de seu peso e um contador de pontos que calcula as calorias ingeridas e as calorias gastas com atividades físicas.

Pesquisadores americanos testam aplicativo para monitorar paciente

De acordo com a nutricionista chefe da empresa, Roberta Stella, o aplicativo permite que o usuário fotografe seu prato e cadastre a foto no programa, para contar as calorias mais tarde. “

— Com o crescimento de acesso aos smartphones e tablets, esse vai ser o grande incentivo para as pessoas continuarem a cuidar da saúde.

No Cyberdiet, outro programa que oferece acompanhamento virtual para dietas, o usuário escolhe entre três estratégias para perda de peso: um cardápio pré-elaborado, um programa que obedece uma quantidade determinada de alimentos por grupos alimentares e a contagem de calorias. Para a nutricionista Camila Rebouças, do Cyberdiet, o uso da tecnologia facilita o processo de emagrecimento. “

— A pessoa não fica tão presa ao compromisso de marcar horário e ir ao nutricionista.”

Ainda que o método possa ser eficaz, Ribas Filho alerta que, antes de começar uma dieta, é recomendável que o paciente se submeta a uma avaliação médica “ao vivo” com um profissional da área, o que vai determinar se existe alguma doença associada à obesidade. “Assim como nem todo magro come pouco, nem todo obeso come muito. A dieta requer individualização”, diz.

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