Saúde

26/1/2013 às 17h18 (Atualizado em 26/1/2013 às 17h25)

Especialistas pedem em Davos ação contra pandemia do excesso de peso

Especialistas afirmam que obsidade precisa de uma resposta urgente

A culpa não é obeso, afirmam especialistas Reprodução BBC

Com 1,4 bilhão de adultos em todo o mundo com problemas de excesso de peso, a obesidade se transformou numa pandemia mundial que precisa de uma resposta urgente, afirmaram os especialistas reunidos em Davos.

Os políticos e as autoridades sanitárias devem tentar lutar contra a obesidade mórbida com a mesma determinação que contra os cigarros, recordaram os especialistas em saúde e nutrição o Fórum Econômico Mundial.

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O crescente consumo de alimentos pouco saudáveis e uma vida cada vez mais sedentária geram crescentes problemas de diabetes e cardiovasculares, e matam 2,8 milhões de adultos anualmente.

"Em mais 20 anos, se as coisas prosseguirem como agora, é possível que entre 50-60% da população adulta sofra com o sobrepeso ", afirmou Linda Fried, da Universidade de Columbia, que participou no debate paralelo aos temas económicos na estação alpina.

"Se fosse uma doença infecciosa, a chamaríamos de pandemia. Não é regional, é mundial, aumenta rapidamente e continua crescendo: são as definições básicas de uma pandemia", enfatizou.

A culpa não é do obeso

O primeiro passo para lutar contra esta crise sanitária é parar de botar a culpa nos obesos por seu problema.

A culpa tem mais a ver com a facilidade com que se encontra comida rica em calorias e a crescente urbanização, que faz com que as pessoas se sintam cada vez mais sedentárias.

Segundo Lisa MacCallum Carter, vice-presidenta da Nike para Acesso ao Esporte, os cidadãos americanos se movem 32% a menos agora do que em 1967, e se esta tendência continuar até 2030 terão reduzido sua atividade pela metade.

Em uma geração, os chineses também se moverão 45% a menos, segundo estudos.

A isso se soma o fato de que os alimentos são menos saudáveis, mais gordurosos, mais salgados e mais fáceis de serem produzidos artificialmente e distribuídos.

Alguns governos, como o dos Estados Unidos, incentivam com subsídios a indústria alimentar de produtos como o xarope de milho, muito utilizado na comida preparada.

Poucos políticos defendem medidas corajosas para lutar contra a obesidade, como o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que faz uma cruzada contra o 'fast food' e proibiu a venda de refrigerantes em copos gigantescos praticamente pelo preço dos pequenos.

MacCallum Carter, da Nike, também insistiu na necessidade de fazer mais atividade física, tanto para adultos, como para crianças. No caso dos menores, isso melhora em 40% os resultados escolares.

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