Mulher perde mais de 20 kg com ajuda de amigos "fiscais" da dieta. Saiba como funciona método

Acompanhamento de conhecidos pode ajudar na luta contra balança, explica especialista

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  • Do R7*
Amigos podem servir como "fiscais" em processos de emagrecimento
Amigos podem servir como "fiscais" em processos de emagrecimento Thinkstock

Amigo que é amigo é pau para toda obra, já diz o bom e velho ditado popular. Na luta contra balança, Edivana Poltronieri, criadora do método 5S de emagrecimento, as amigas da fisioterapeuta colocaram a mão na massa. E não ficou só na conversa de apoio não. Elas atuaram como "fiscais" da dieta por meio de um grupo no WhatsApp e, em três meses, Edivana conseguiu perder 24 kg com saúde e sem usar medicamentos.

Para seguir o tratamento à risca, ela pediu que as amigas cobrassem relatórios diários de quais alimentos ela tinha comido nas últimas 24 horas e perguntassem o peso dela. E foi aí que os resultados começaram a aparecer. 

— Quando a redução de peso começou a aparecer, até as minhas miagas que estavam no grupo do WhatsApp falaram que também queriam fazer esse tipo de terapia e várias outras pessoas próximas ficaram interessadas em tentar a mesma “receita”.

Um dos exemplos da eficácia do tratamento está dentro da própria família de Edivana. A avó dela, de 72 anos, conseguiu perder 18 kg com esse tipo de terapia.

Mas não são os amigos que garantem o sucesso da dieta. Aliado a fiscalização dos colegas, o método ainda conta com a alimentação correta para a desinflamação do hipotálamo, uma região do cérebro que controla a fome, a sede e o consumo de energia, explica o cirurgião plástico e especialista em medicina preventiva Victor Sorrentino.

Mesmo com acompanhamento dos amigos, o cirurgião afirma que o tratamento não dispensa a consulta com um especialista, já que o profissional irá fazer o trabalho de perto. Os amigos não passam uma dieta ou dão dicas de alimentos que a pessoa deve comer, por exemplo.

— Às vezes o melhor "médico" da pessoa pode ser o vizinho porque ele está ali todos os dias. Isso é tudo o que os pacientes precisam. É difícil a gente manter o foco [nas obrigações] porque bate a preguiça, bate o cansaço, a gente se sabota.

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A principal dica, nesses casos, é contar às pessoas que que você está fazendo uma dieta e criar alguma forma para que elas possam "cobrar" mais de perto os resultados e o acompanhamento semanal de um especialista.

— Se eu tiver um grupo de pessoas com a supervisão de profissionais que nos cobrarem a fazer algo, que definitivamente não é gostoso, fica muito mais fácil. As pessoas precisam de um incentivo diário e enxergar lá na frente.

Má alimentação

De acordo com Sorrentino, o sobrepeso se tormou uma das maiores causas de doenças como o câncer e outros problemas cardíacos, sendo que o aumento dos índices de pessoas acima do peso se devem muito a uma combinação de desnutrição, radiação, poluição, privação de sono, pressão no trabalho, falta de relaxamento e, sobretudo, à ingestão exagerada de alimentos processados.

— A grande dificuldade é fazer as pessoas entenderem que a genética não é determinante no surgimento de doenças. A genética tem importância de 15% no que as pessoas voão desenvolver em toda a vida. Hoje nós estamos falando mais em epigenética, que é quando eu vou me preocupar com o que eu tenho, mas também quando vou saber como eu vou atuar com o que eu tenho.

Um dos casos que o cirurgião cita como exemplo do que não deve ser feito é o caso de um paciente que chegou ao consultório dele tomando seis medicamentos para emagrecer. 

— Eu não conseguia mais identificar o que era efeito colateral dos remédios e o que não era. Eu até já tive casos em que a pessoa chegou até mim usando um remédio para convulsão porque um dos efeitos colaterais era a perda de peso. O que é preciso é mudar os hábitos alimentares. O grande problema está na ingestão de açúcar. Não adianta dar um alienígena para o corpo digerir.

Método 5S

No método 5S (sigla para cinco segredos), que inclui um processo que visa a um reequilíbrio do hipotálamo, região do cérebro que controla a fome, a sede e o consumo de energia, entre outras várias funções.

Na técnica, cinco são os objetivos devem ser alcançados: reeducação alimentar; suplementação de vitaminas e minerais com uso de nutracêuticos (alimentos com benefícios medicinais); tratamento estético desintoxicante; reprogramação do hipotálamo (região cerebral), por meio da ação anti-inflamatória dos ômegas 3 e 9,  e terapia em grupo, com acompanhamento de psicólogos e nutricionista.

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Após uma avaliação corporal, determina-se a quantidade de peso a ser eliminada e então o paciente é submetido a um processo dividido em três etapas: redução de peso, manutenção e reeducação alimentar.

O custo do tratamento varia de acordo com a quantidade de peso a ser eliminada. O valor médio mensal é a partir de R$ 1.200 por mês, incluindo acompanhamento diário de nutricionista, psicóloga, tratamentos estéticos e suplementação natural.

Caíque Alencar, do R7*