27 de Maio de 2012
Dia Nacional do Doador Voluntário pretende conscientizar sobre a importância do ato
Por isso, mais do que captar um doador, o que os hemocentros e o MS querem é criar a fidelização dos doadores, isto é, fazer com que as pessoas doem com frequência. De acordo com dados da Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, entre as pessoas que doaram sangue nos últimos cinco anos, 40% o fizeram duas vezes por ano – índice abaixo do ideal.
Um dos fatores principais para esse quadro é a desinformação. Para Carbone, “muitas pessoas têm medo de doar porque acham que é muito doloroso ou que vão sentir-se mal depois da doação. O que não é verdade. A única dor existente é a da picada da agulha, o que é suportável”. E para a advogada Denise Fortes, 33 anos, que costuma doar sangue ao menos uma vez por ano, nem essa dor ela sentiu.
- É impressionante a habilidade das pessoas que trabalham com a coleta de sangue. Elas fazem de tudo para a gente não sentir dor. E olha que eu tenho veias muito fininhas e sempre sofro quando vou tirar sangue, pois as enfermeiras não conseguem pegar a minha veia de primeira. Nos hemocentros, isso não acontece.
Denise começou a doar sangue em 2001, depois de ter feito uma promessa – e ter sido atendida. Mas, atualmente, ela mal se lembra dessa condição inicial que a levou a ser uma doadora.
- Hoje, me sinto na obrigação. Me sinto mal, se por alguma razão, deixo de doar. Gostaria de fazer isso mais vezes, mas nessa correria, acaba passando.
Em cada doação são retirados, em média, 450 mililitros de sangue, o que é pouco. Uma pessoa adulta tem, em seu corpo, cerca de cinco litros de sangue. Além da regularidade, com a fidelização as equipes que cuidam dos hemocentros podem conhecer e ter controle maior da qualidade do sangue doado. É uma maneira de tornar o cadastro mais seguro.
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