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publicado em 17/02/2011 às 10h21:

Associação diz que veto a remédios
para emagrecer deixa médicos sem opção

Anvisa quer proibir a venda de emagrecedores que tenham ação no sistema nervoso

Felipe Maia, do R7

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A Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) criticou duramente a proposta da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de proibir o uso de remédios usados para emagrecer e que atuam no sistema nervoso central: a sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, dietilpropiona e mazindol).

A endocrinologista Claudia Cozer, diretora da Abeso, diz que a decisão, se tomada, deixa os médicos sem opções de remédio para tratamento da doença.

– Você não tem mais nada. Não tem mais droga para tratar obesidade.

 

 

Saiba quais são os riscos do excesso da sibutramina


Claudia diz que esses remédios são usados para pessoas que têm IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 30 e que têm dificuldades para perder peso ou que tenham a taxa acima de 29 e doenças associadas ao problema, como pressão alta e diabetes.

O IMC é calculado ao se dividir o peso (em kg) pelo quadrado da altura (em metros). Se o resultado for menor que 20, a pessoa está abaixo do peso ideal. Entre 20 e 25, o peso é o ideal. Acima de 25, o indivíduo sofre com sobrepeso. O IMC a partir de 30 indica obesidade e maior que 35, obesidade mórbida.

Para a médica, os remédios são necessários para o tratamento nesses casos, mesmo que o processo de perda de peso também envolva questões como a melhora na alimentação e a realização de exercícios físicos. Em comunicado, a Abeso diz que “as mudanças de estilo de vida, alimentação e atividade física são os pilares de um bom tratamento da obesidade, porém nem sempre são suficientes para evitar a progressão da doença”.

– O uso criterioso de medicações antiobesidade claramente contribui para a melhora da saúde dos pacientes, auxiliando-os na perda de peso, reduzindo o aparecimento das complicações.

A saída, de acordo com Claudia, pode ser usar remédios ansiolíticos (tranquilizantes) ou antidepressivos, que têm efeito sobre a compulsão na alimentação, para tentar moderar o apetite do paciente. É algo diferente da ação da sibutramina ou dos derivados de anfetamina, que agem no mecanismo cerebral da fome.

De acordo com a Anvisa, que vai realizar uma audiência pública em Brasília na semana que vem sobre o assunto, essas quatro substâncias provocam “altos riscos à saúde”. Em nota, a agência diz que a sibutramina tem pouco resultado, tanto na redução quanto na manutenção do peso do paciente.

– Além disso, estudos indicam possível aumento de risco cardiovascular entre todos os usuários.

Já as substâncias anfepramona, femproporex e mazindol apresentam graves riscos cardiopulmonares e ao sistema nervoso central, diz a Anvisa.

– Esses fatores tornam insustentável a permanência desses produtos no mercado, mesmo considerando as melhorias já implantadas no processo de controle da venda desses medicamentos no Brasil.

Desde o ano passado, a venda de sibutramina passou a ser controlada de modo mais rígido no Brasil. A Anvisa determinou que esses produtos sejam comercializados apenas com a apresentação da receita azul (B2), numerada e emitida pelos órgãos de Vigilância Sanitária locais, por meio de gráficas autorizadas. O produto passou a ser vendido com tarja preta em vez de vermelha.

Em setembro do ano passado, o laboratório Abbott anunciou a suspensão das vendas de remédios à base de sibutramina nos Estados Unidos, depois de estudos mostrarem que o produto aumenta o risco de problemas cardíacos. O emagrecedor foi proibido na Europa em janeiro do ano passado.

Brasil, Estados Unidos e Argentina são os maiores consumidores de moderadores de apetite no mundo, segundo a Comissão Internacional de Controle de Narcóticos, ligada à ONU (Organização das Nações Unidas).


 
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