27 de Maio de 2012
Corpo da criança será enterrado no cemitério São Miguel
Um bebê de 11 meses morreu na manhã desta terça-feira (19) com suspeita de dengue hemorrágica, segundo informou o padrinho da criança, Leandro Cardoso, 29 anos. Kalena Antunes estava internada na Casa de Saúde São José, no centro de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, desde terça-feira (12). De acordo com o padrinho, o diagnóstico da doença só foi confirmado no sábado (16). Ele está revoltado com a morte da menina.
- A criança ia e voltava para o hospital e os médicos não sabiam dizer se o bebê tinha dengue. Ela foi tratada com antitérmico e só após quatro dias, eles constataram que se tratava de dengue.
O corpo da menina será enterrado às 15h no cemitério São Miguel, em São Gonçalo. Ela morava no bairro Sete Pontes, no município.
A reportagem do R7 entrou em contato com o hospital, mas não obteve resposta sobre o caso.
O Estado do Rio de Janeiro já registrou 35 mortes causadas pela dengue desde janeiro deste ano, conforme informou a secretaria estadual de Saúde na última quarta-feira (13). Só em São Gonçalo, foram confirmadas cinco mortes pela doença.
Até o dia 9 de abril, foram notificados 45.489 casos suspeitos da doença em todo Estado.
Na cidade do Rio de Janeiro, o número de casos de dengue já alcançou 24.437 nesta segunda-feira (18), após a inclusão de 830 notificações no final de semana, de acordo com informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil. O valor supera em 770% o total de casos de dengue registrados em todo ano de 2010, quando foram notificados 3.149 casos.
Por que o número de casos da dengue tem aumentado no Rio?
O vírus tipo 1 não era detectado desde meados da década de 1980 no Rio de Janeiro, mas reapareceu no ano passado. Com isso, jovens, crianças e adolescentes, que nasceram após esse período, não apresentam imunidade contra o vírus, ficando mais suscetíveis à doença.
Antes, o mosquito Aedes aegypti precisava de regiões quentes e úmidas para sobreviver. Hoje, ele já se reproduz em regiões frias e também com pouca água. Até o veneno, que sempre foi eficaz, não funciona mais.
Nos últimos dez anos, mais de 500 mil cariocas tiveram dengue dos tipos 2 e 3. Estas pessoas eram consideradas protegidas, já que ninguém, normalmente, apresenta duas vezes o mesmo sorotipo. Atualmente, boa parte da população voltou a correr risco.
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