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publicado em 07/12/2011 às 12h36:

Brasil está diante de “epidemia de crack”, diz ministro

Governo lança plano para melhorar atendimento aos viciados na droga

Marina Marquez, do R7, em Brasília

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o país está "diante de uma epidemia de crack" e precisa criar uma rede preparada para atender as regiões e grupos atingidos pela droga. Segundo ele, entre 2003 e 2011 o atendimento a pessoas usuárias de crack na rede de saúde aumentou dez vezes.

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- O crack se tornou grande ferida social com capacidade de desestruturar famílias, ambientes, espaços urbanos. Temos que encarar esse problema e desafio com toda responsabilidade que temos.

Nesta quarta-feira (7), o governo lança um programa para combater o uso da droga no país. A ação, que vai ter investimento de R$ 4 bilhões do governo federal, “tem o objetivo de aumentar a oferta de tratamento de saúde aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar ações de prevenção”.

O novo programa vai complementar as ações do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, lançado no ano passado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O foco do programa será no tratamento médico aos dependentes, na prevenção do consumo do crack e na repressão ao tráfico. As ações serão coordenadas pelo Ministério da Saúde, Justiça, Desenvolvimento Social e Educação. São três eixos de atuação: cuidado (saúde), autoridade (segurança pública) e prevenção.

Entre os projetos que serão implantados e expandidos estão os consultórios na rua, os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas), as enfermarias especializadas em atendimento ao usuário de drogas e unidades específicas de atendimento à criança e ao adolescente.

Entre as ações previstas para a área de saúde está a criação de enfermarias especializadas nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde), com investimentos de R$ 670,6 milhões para a criação de 2.462 leitos destinados ao tratamento de usuários de droga.

Padilha disse que a diferença do plano é que ele diferencia a política do crack para os dependentes e os traficantes. O ministro reforçou que é preciso atendimentos diferentes para realidades diferentes.

- É muito bom ter um plano como esse que tem o cuidado em seu conceito. No tema do crack temos que distinguir o que precisa ser distinto. O que precisa de repressão é o traficante e o contrabando. O usuário precisa de serviços abertos para entender o problema e de profissionais acolhedores que ofereçam cuidado a ele.


 
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