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publicado em 22/10/2009 às 19h18:

Campanha quer incentivar teste de HIV

Ministério calcula que hoje 630 mil pessoas vivam com o HIV e Aids no Brasil

Lais Lis, do R7 em Brasília

O Ministério da Saúde e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançaram nesta quinta-feira (22) uma campanha para incentivar os fiéis e a comunidade a fazerem o teste para saberem se são ou não portadores do vírus HIV. Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, com a parceria o Ministério quer usar a “capilaridade” da igreja para divulgar a importância do diagnóstico precoce da Aids e do diagnóstico de sífilis para as mulheres grávidas.
- Trata-se de um passo robusto para que o combate à DST e à Aids chegue em todos os lugares. Temos que ampliar o acesso para que as pessoas façam seu teste.

De acordo com o Ministério o diagnóstico precoce, associado ao tratamento, é um dos principais fatores para aumentar a sobrevida e a qualidade de vida dos portadores de HIV. Dados de 2008 revelaram que aproximadamente 60% dos brasileiros nunca haviam feito teste para o HIV.

O Ministério alertou que a falta do teste retarda o tratamento e agrava a doença. De 2003 a 2006, 43,7% dos pacientes soropositivos que chegaram aos serviços de saúde já apresentavam deficiência imunológica ou quadro clínico de sintomas da Aids. O Ministério calcula que hoje 630 mil pessoas vivam com o HIV e Aids no Brasil. A estimativa é que, desses, 225 mil sejam portadoras do HIV e não saibam.
- O objetivo é que nenhuma pessoa fique sem fazer o teste por falta de informação, afirmou o explicou o assessor da Pastoral da Aids, frei Luís Carlos Lunardi.

A campanha tem como lema a frase “Declare o seu amor” e contará com cartazes, propaganda em rádio e folders, além da participação direta dos agentes pastorais. Inicialmente ela começa em cinco cidades brasileiras - no dia 29 de outubro a campanha começa em Curitiba, no dia 10 de novembro em Porto Alegre, no dia 17 de novembro em João Pessoa, no dia 20 de novembro em Fortaleza e no dia 23 de novembro em Manaus – mas poderá ser ampliada nos próximos meses.

Apesar do tradicional desentendimento com relação ao uso de preservativos, o ministro Temporão afirmou que a CNBB não havia sido convidada para discutir as divergências e sim trabalhar pelos pontos em comum. Segundo o ministro o uso e a distribuição de camisinhas não foram tratados durante as reuniões com a Confederação.


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