Getty ImagesTratamento define qual o adesivo mais indicado para cada paciente
27 de Maio de 2012
Informações genéticas e hábitos dos pacientes definem a terapia mais eficaz
A pesquisa foi publicada na edição de julho do periódico Molecular Medicine. Segundo os autores do estudo, Jed Rose, do Centro Médico da Universidade de Duke, e George Uhl, do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (Nida, da sigla em inglês), em três ou cinco anos esse teste prático estará disponível.
O método consiste em determinar qual o adesivo de nicotina mais indicado para ser usado no tratamento. A partir de uma amostra simples de sangue, os cientistas detectam o nível de dependência dos pacientes. Com isso, determinam a dose exata de nicotina que os adesivos devem conter.
De acordo com Rose, isso poderá ser usado por médicos para orientar a escolha do tratamento e os adesivos apropriados para cada fumante.
A pesquisa
Foram avaliadas 479 pessoas que fumavam pelo menos 10 cigarros por dia e que tinham a intenção de parar. Os pacientes foram classificados como de dependência alta ou baixa. Isso determinou se eles iriam usar adesivos com elevadas doses de nicotina ou então os adesivos padrão, com taxas mais baixas.
Após seis meses de observação, Rose e Uhl notaram que as pessoas com alta dependência e uma genética desfavorável para largar o cigarro tiveram mais benefícios quando tratadas com adesivos com altas doses de nicotina. Já as pessoas com baixa dependência se saíram melhor com o adesivo padrão.- O mapa genético foi usado para prever o sucesso da abstinência de nicotina. No futuro, esse mapa poderá ser usado para decidirmos o tratamento antes de ele começar. Atualmente não existe um modelo, um guia médico, que nos diz qual o tratamento que vai funcionar melhor. É isso o que estamos tentando fazer.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7