27 de Maio de 2012
Transtorno afeta mais de 120 milhões de pessoas em todo o mundo
Ainda não se sabe exatamente as causas da depressão, mas uma coisa é fato: ela é multifatorial, pois tem componentes genéticos, biológicos e externos. Uma pessoa, cuja família tenha outros casos de depressão, apresenta maiores chances de herdar a vulnerabilidade para a doença.
Os fatores biológicos estão relacionados a outras doenças e ao estresse, que pode ser físico (como uma dor constante), ambiental (frio ou calor extremos), e psicológicos (abuso sexual em crianças, por exemplo). Acredita-se que uma pré-disposição genética faça com que a pessoa seja mais suscetível a desenvolver o transtorno quando exposta a algum desses fatores.No cérebro desses pacientes, ocorre uma diminuição na ação de alguns neurotransmissores, principalmente na dopamina e serotonina, responsáveis pelas emoções e estados de humor. Segundo Ricardo Moreno, chefe do Programa de Transtorno Afetivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, “40% da depressão tem base genética, os outros 60% estão relacionados com fatores como álcool e outras doenças”.
Estudos mostram que de 10 a 15% da população mundial devem apresentar pelo menos um episódio depressivo durante a vida. Desses, 40% terão apenas uma crise. Os outros 60% apresentarão novos episódios.
- Quem já teve depressão uma vez possui 50% a 60% mais chances de ter outra. É a chamada depressão reincidente. Após o segundo episódio, as chances sobem para 90%.
Mas, segundo Marcos Pacheco Ferraz, da Unifesp, “não há como saber se aquele episódio depressivo irá se repetir ou não. Não há um sinalizador para isso”.
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