O diretor de arte e ex-modelo Fernando Sing, 38 anos, usou
remédios por quase 20 anos; hoje mantém a forma com exercícios
27 de Maio de 2012
Pessoas comuns e um apresentador de TV contam suas experiências
Sing também tomou sibutramina. Mas diferente de muitos casos, disse não ter sofrido efeitos colaterais.
- Sempre associei os remédios com exercícios, corrida, assim consegui emagrecer. Acho que tenho a genética boa, porque nunca tive nada, disse.
A advogada Rubia Costanti dos Santos não teve a mesma sorte. Também usou anfepramona durante seis meses por indicação de um endocrinologista. Queria perder 26 kg e conseguiu perder 16. Pesava 106 kg em 1,69 m. Antes de completar o tratamento, Rubia parou com a medicação por não aguentar as crises de enjoo.
- Parei de tomar o remédio porque passava mal, o cheiro é ruim. Parece que você está sempre cheia, mesmo que você não tenha nada na barriga.
Rubia voltou ao médico que receitou o mesmo remédio. Optou em não tomá-lo, por causa da experiência ruim.
- Voltei a engordar 18 quilos. Quando você para de tomar, engorda o dobro. Tenho vontade de fazer cirurgia.
Vaidosa, a bancária Hilda Fernandes, 53 anos, está sempre fazendo dieta para manter o corpo em forma. Mesmo com 1,68 m e 66 kg, ainda não está satisfeita.
- Eu vivo de regime. Tem remédio que funciona legal e que outros que não funcionam. Nem me lembro de todos que eu já tomei.
Entre os que ela recorda estão o Reductil e Plenty, cujo uso a fez perder de três a cinco quilos. Hilda atualmente usa uma fórmula manipulada com orientação médica, mas admite que já usou outras sem saber a procedência.
- Eu tomo fórmula indicada por médico e já tomei várias que me ajudaram a emagrecer, até o que eu nem sei o que tinha. Mas as reações foram normais, você vai muito ao banheiro, fica com a boca meio seca. Para mim vale a pena tomar remédio, porque não gosto de fazer ginástica.
O uso contínuo de emagrecedores já foi útil até certo ponto para o apresentador da TV Record, Reinaldo Gottino, 32 anos. Como não gostava de fazer ginástica, optou pelos emagrecedores a partir dos 20 anos. Tomou sibutramina, cáscara-sagrada e fórmulas manipuladas.
- Para mim funcionava, mas era uma ilusão, porque sem os remédios eu voltava a engordar.
Fora o efeito sanfona, Gottino começou a sofrer com os efeitos colaterais da medicação. Aquele homem alegre e falante que se vê na televisão, ficava por vezes triste. Por isso, resolveu parar com tudo depois de 10 anos.
- Eu sou uma pessoa alegre, para cima, alto astral e depois de algumas semanas tomando remédio eu me tornava uma pessoa para baixo, triste. O remédio dava um pouco de depressão. Eu ia assistir comédia romântica com a minha mulher no cinema e chorava mais que ela. Ai eu falei, opa, tem algo errado. (risos)
Atualmente, Gottino vai à academia e malha com um personal trainer. Segue também uma dieta regrada feita por uma nutricionista. Come de forma fracionada e só bebe líquidos a noite.
- Demorei para descobrir que para emagrecer não tem mágica. Aconselho a fazer um trabalho com acompanhamento, mas sem remédio. O resultado é mais demorado, mas é muito mais saudável e eficaz.
A jornalista Jordana Viotto, de 30 anos, que o diga. Na tentativa de perder 12 quilos depois da separação, consultou um endocrinologista que lhe receitou uma fórmula manipulada.
- Ele me pesou, me mediu, anotou umas coisas e já me deu a receita para uma fórmula. Nem perguntou se eu tinha algum problema de saúde, nem pediu exame, nada. Meu irmão é diabético, minha mãe teve câncer de tireóide e ele não me perguntou nada.
Jordana conseguiu emagrecer oito quilos, mas a custa de terríveis alterações de humor. Depois da experiência de três meses, resolveu parar com tudo. Atualmente pratica futebol, corrida e faz academia, além de manter uma dieta balanceada.
- Para mim era melhor ser gordinha do que ficar doida. Depois fui fazer terapia, comecei a praticar esporte e comer direito. Ainda sofro com o efeito sanfona, mas nunca mais vou tomar remédio pra emagrecer. Não vale a pena, sabe?
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