Getty ImagesSe for aprovada a proposta, pacientes poderão não receber tratamentos dolorosos que não trazem mudanças significativas para seu estado geral
27 de Maio de 2012
Pessoa poderia registrar vontade de não receber tratamentos dolorosos

Carlos Vital Correa Lima, primeiro-vice-presidente do CFM, que prefere o termo "diretriz antecipada de vontade", diz que esse é "um ponto de partida no sentido de amadurecer uma posição nacional". Eduardo de Siqueira, especialista em Bioética da Universidade Estadual de Londrina e integrante da câmara de terminalidade do CFM, conta que o país precisa "de um documento que dê amparo ao médico, que dê orientação".
Instituído em 1971 na Califórnia (EUA), no início da década passada na Espanha e prestes a ser aprovado em Portugal, o documento foi utilizado por figuras históricas como a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Jaqueline Kennedy, diante do diagnóstico de um linfoma (um tipo de câncer) em estágio avançado.
No Brasil, ninguém é impedido de registrar sua vontade em um cartório em relação à assistência médica no caso de doença sem cura, mas não há legislação que garanta que o médico vá cumprir o desejo do doente. Por isso, o direito é pouco exercido. Alguns Estados têm legislações específicas sobre o direito a uma morte digna, sem terapias inúteis.
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