Getty ImagesCerca de 43% do total de crianças asmáticas moravam em bairros de violência elevada,
enquanto 22% viviam em bairros de violência baixa
27 de Maio de 2012
O estresse afeta o sistema nervoso e imunológico, elevando o risco da doença
Os pesquisadores avaliaram 2.071 crianças com até nove anos de idade da cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Os pais das crianças foram entrevistados três vezes ao longo de seis anos, sendo que mais de 80% delas eram afro-americanas ou de origem hispânica.
A pesquisa, publicada no European Respiratory Journal, mostrou que, de todas as crianças avaliadas, 19% desenvolveram asma. Entre as asmáticas, 43% moravam em bairros de violência elevada, enquanto 22% viviam em bairros de violência baixa.
Essa relação, no entanto, não foi detectada por fatores como raça, renda familiar, pobreza ou desemprego. Segundo a médica e chefe do estudo, Michelle Sternthal, da Universidade Harvard de Saúde Pública, é a própria exposição à violência que pode elevar o risco de asma nas crianças.
De acordo com Sternthal, o estresse crônico, por exemplo, pode afetar os sistemas nervoso e imunológico, o que agrava o risco de doenças inflamatórias, como a asma.
Além disso, crianças nessas regiões saem menos de casa para praticar exercícios, o que contribui para a obesidade, que é um dos fatores de risco da asma.
A asma é uma doença inflamatória crônica, sem cura e caracterizada pelo estreitamento generalizado dos brônquios, o que dificulta a entrada e saída de ar dos pulmões. É mais comum em crianças e adolescentes, mas também afeta os adultos.
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