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publicado em 24/01/2010 às 06h00:

Descubra os prós e contras
dos remédios para emagrecer

Tratamento deve ser realizado somente com orientação médica

Camila Neumam, do R7

Perder muitos quilos em alguns meses sem ter de virar "natureba" ou "rato de academia" são as duas grandes vantagens de aderir aos tratamentos com remédios emagrecedores. As desvantagens, no entanto, deixam uma lista mais extensa: boca seca, enjoo, euforia, insônia, irritabilidade, depressão, aumento da pressão arterial, taquicardia e até morte em caso de overdose, dependendo de cada caso.
 
Os emagrecedores (anfetaminas, anorexígenos e hormônios) são indicados somente para pacientes em tratamento contra a obesidade. Segundo o endocrinologista Marcio Mancini, presidente do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, "os remédios para emagrecer devem ser encarados como um auxiliar do tratamento de pacientes com IMC (Índice de Massa Corpórea) acima de 30, considerados obesos, ou acima de 25, com a presença de algum problema de saúde associado (diabetes, hipertensão, colesterol aumentado)".
 
- O uso de medicação pode ser expandido quando o tratamento completo de perda de peso, com dieta e exercícios, não funciona ou quando o paciente não consegue se exercitar por causa do excesso de peso, completa.
 
Calcule seu IMC: www.abeso.org.br
 
Mas mesmo diante destes casos, só quem pode decidir pelo uso da medicação é o endocrinologista. A venda destes compostos sem receita médica é proibida pelo Conselho Federal de Medicina. Pena que na prática é diferente. A compra pela internet é feita aos montes sem qualquer fiscalização.

Tanta facilidade deixa o Brasil no topo do ranking mundial de consumo de moderadores de apetite. De acordo com o último levantamento realizado pela Comissão Internacional de Controle de Narcóticos, ligada à ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado no ano passado, o Brasil junto com a Argentina e Estados Unidos consomem 78% dos estimulantes do planeta. Os mais comuns são as anfetaminas e compostos derivados, como anfepramona e fenproporex, grande parte comprado ilegalmente.

Além disso, há o imenso comércio de fitoterápicos no país. Vendidos em farmácia e supermercados sem necessidade de receita médica, grande parte das marcas são aprovadas pelo Ministério da Saúde, mas sua eficácia não tem comprovação científica.
 
Para quem tem o IMC abaixo de 25, um programa de reeducação alimentar aliado a uma rotina de exercícios físicos dissolve os quilos a mais, segundo os médicos procurados pelo R7. A automedicação é totalmente contraindicada.

Dada a necessidade do tratamento com remédios, o mesmo não deve passar dos seis meses, orienta o endocrinologista João César Castro Soares, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

- É importante que o tratamento não se exceda há seis meses com o mesmo medicamento. Tem que interromper o uso e depois voltar, senão a pessoa acostuma e perde o efeito, porque o organismo cria tolerância. Os remédios a base de anfetaminas podem causar dependência, por isso é importante variar.

Abaixo conheça os tipos mais comuns de emagrecedores e seus efeitos colaterais, indicados pelos médicos.
 
 Moderadores de apetite
 Catecolaminérgicos

São anorexígenos derivados de anfetamina, que atuam diminuindo a sensação de fome. Exemplos: Dietilpropiona ou anfepramona (Inibex, Hipofagin, Dualid, Moderine); Fenpropopex (Desobesi-M), Manzidol (Fagolipo, Absten-Plus).
 
Efeitos colaterais
Como atuam no sistema nervoso central, os mais frequentes são agitação, insônia, irritabilidade, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Se for sensível, mantenha um acompanhamento médico próximo. Causa ainda estímulo cardiovascular, palpitação e taquicardia. Mas, segundo Mancini, a maioria dos obesos que perde peso com as medicações, tem melhora no nível da pressão, principalmente os hipertensos.
 
Serotoninérgicos
Medicamentos antidepressivos que aumentam a sensação de saciedade, recaptando a serotonina (neurotransmissor responsável pela sensação de prazer). Indicados para obesos deprimidos, bulímicos e para casos de compulsão alimentar.
 
Exemplos: fluoxetina (Prozac), sertralina (Zoloft), bupropiona. A fluoxetina e a sertralina também podem ser úteis para atenuar sintomas da TPM. Bupropiona é indicado também para quem quer parar de fumar, ajudando o tabagista a ganhar menos peso.

Topiramato (remédio para enxaqueca, mais conhecido como Topamax) pode também controlar a compulsão alimentar.

Efeitos colaterais
Insônia, aumento da pressão arterial, obstipação intestinal (ressecamento, intestino preso), boca seca e dor de cabeça, diminuição de libido.

Serotoninérgico + Catecolaminérgico
Inibe a recaptação da serotonina e da noradrenalina, diminuindo a ingestação de alimentos e aumentando o gasto calórico. Exemplo: Sibutramina (Plenty, Reductil, Meridia e Sibutral).

Efeitos colaterais
Agitação, euforia, insônia, tremor, boca seca, estímulo cardiovascular, palpitação, taquiarcadia e aumento da pressão arterial.

Orlistate
Medicamento usado para diminuir a absorção da gordura dos alimentos pelo organismo. Atua no tubo digestivo inibindo as lipases gastrintestinais, enzimas responsáveis pela digestão e absorção das gorduras. Com isso, ao menos 30% da gordura ingerida deixa de ser absorvida e é eliminada pelas fezes. Pode ser administrado por períodos mais longos e receitado junto com outro emagrecedor. Exemplo: Xenical e Lipiblock

Efeitos colaterais
Se a pessoa não fizer dieta e continuar se alimentando mal, terá grande eliminação de gordura, ou seja, corridas para o banheiro com evacuação amolecida muito gordurosa.


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