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publicado em 25/11/2009 às 06h00:

Dor nas costas incomoda 22% dos moradores de SP

Simples dor pode tornar-se crônica e deve ser tratada, aponta pesquisa da USP

Do R7

Levantamento realizado pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) concluiu que a dor nas costas acomete 22,1% da população paulistana.

Essa "dorzinha", geralmente pouco importante para a maioria das pessoas, na realidade pode rapidamente se encaixar no tipo de dor crônica, caso persista por mais de três meses. A dor crônica atinge 28,7% dos paulistanos acima dos 18 anos e, em muitos casos, deve ser encarada como doença.

Certos sinais, no entanto, mostram se ela se tornou crônica. Por exemplo, se a dor se irradiar para as pernas pode estar relacionada a doenças como lombalgia (dor na região inferior da lombar) ou osteoartrite (destruição da cartilagem que recobre os ossos), a última principalmente em adultos acima dos 50 anos.

- Em adultos abaixo de 50 anos, as causas mais comuns são lombalgia postural e moléstia degenerativa de disco. Já pacientes acima dessa idade podem apresentar também osteoartrite e estenose do canal vertebral, explica o ortopedista do IOT-SP (Instituto de Ortopedia e Traumatologia de São Paulo) e do Hospital Bandeirantes, Rubens Rodrigues.

A boa notícia é que em 90% dos casos ela pode ser curada em curto prazo. Isso porque a maioria possui origem em atividades corriqueiras, como má postura e prática esportiva com movimentos repetitivos.

Cirurgia só em último caso

Apesar de, em alguns casos, a cirurgia ser a única possibilidade de tratamento, hoje já existem procedimentos menos invasivos, com excelentes resultados e boa recuperação.

Entre as mais utilizadas, estão a cirurgia endoscópica na coluna (videoscopia) e a anuloplastia. "A primeira é realizada com pequenas incisões e imagens geradas por meio de uma câmera de vídeo. O cirurgião alcança o local afetado sem a necessidade de afastar todos os tecidos e músculos que cercam e protegem a coluna, com a ajuda de um tubo de apenas um centímetro de espessura", esclarece Rodrigues.

A segunda, indicada principalmente para o tratamento da hérnia de disco contida, consiste na aplicação de energia térmica (calor) na parede do disco que foi afetada, resultando no encolhimento e/ou fechamento do tecido expandido, sem a necessidade de cortes.

Ambas têm rápida recuperação e baixo risco de infecção e permitem que o paciente retorne para a casa no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte.

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