27 de Maio de 2012
Sexo oral, geralmente feito sem camisinha, é um dos vilões dessas doenças
Cerca de 10 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal de doenças sexualmente transmissíveis, também conhecidas por DSTs. O que preocupa os especialistas, além do crescimento do problema no país, é o fato de o portador de uma DST ter 18 vezes mais chances de contrair o HIV, vírus causador da Aids.
Segundo Maria Filomena Cernicchiaro, diretora do Centro de Treinamento e Referência de DST/Aids de São Paulo, o sexo oral está se tornando um dos vilões das doenças transmitidas pelo sexo.
Isso porque, apesar de as pessoas saberem que precisam se proteger, muitas não utilizam o preservativo quando praticam o sexo oral. Esse descuido, diz ela, tem alavancado os casos de sífilis e gonorreia.
- É mais difícil de identificar uma DST na boca. Quanto as pessoas têm uma ferida na boca, elas não acham que se trata de uma DST. Uma gonorreia não é fácil de identificar, nem para o portador nem para um profissional de saúde.
Ausência de sinais
O fato de algumas dessas doenças não apresentarem sintomas prejudica o trabalho dos profissionais de saúde e colabora com o aumento dos casos.
De acordo com Maria Filomena, em geral, um homem com gonorreia sofre com os sintomas (corrimento uretral) quatro dias após a relação com uma pessoa infectada. Já as mulheres, em alguns casos, não apresentam os sintomas.
- Apesar disso, elas têm doença e precisam ser tratadas.
Se não for tratada, a gonorreia pode provocar infertilidade no portador. Já a sífilis, outra doença em crescimento, é causada por uma bactéria que causa feridas nos portadores. Esses sintomas, no entanto, desaparecem após algum tempo, o que dá a impressão de que a pessoa foi curada.
Fique atento aos primeiros sinais
As pessoas devem conhecer os sinais das DSTs para se proteger contra elas. É preciso ficar atento a qualquer lesão nos órgãos genitais e aos corrimentos que tenham coloração e cheiro.
Quando isso acontecer, a pessoa infectada deve procurar imediatamente um médico para avaliar se é uma DST, além de entrar em contato com o último parceiro sexual para que ele também possa receber o tratamento.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7