27 de Maio de 2012
Bons resultados obtidos desde o ano passado animal pesquisadores da área

– Até poucos anos atrás, apesar de termos buscado uma vacina por duas décadas sem êxito, não tínhamos nem a mínima ideia se estávamos na direção certa.
Mais de 25 anos depois da identificação do vírus HIV, a busca por uma vacina contra a infecção continua infrutífera, apesar dos grandes esforços da comunidade internacional e dos recursos empregados. Dados da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) indicam que ao menos 7.500 pessoas morrem todos os dias por causa da doença, que já gerou 33 milhões de infecções em todo o mundo.
O primeiro avanço significativos foi o teste clínico realizado durante três anos na Tailândia com um grupo de 16 mil pessoas. A vacina foi capaz de reduzir o contágio do vírus HIV em 31,2%. Foi a primeira vez que uma vacina se mostrou capaz de impedir a infecção pela Aids. Fauci diz que os resultados foram "modestos", mas com efeito positivo.
– Os dados não foram bons o suficiente para distribuir uma vacina, mas houve um avanço conceitual que pelo menos nos fez pensar que a vacina é possível.
O segundo avanço foi registrado na semana passada, quando cientistas anunciaram ter descoberto dois poderosos anticorpos (moléculas responsáveis por desencadear a defesa do corpo contra infecções) capazes de bloquear, em laboratório, a maioria das "versões" conhecidas do vírus HIV. Esses dois anticorpos, batizados de VRCO1 e VRCO2, parecem muito promissores, pois impedem a infecção de células humanas em mais de 90% das variedades do HIV em circulação, e com uma eficácia sem precedentes. O diretor do instituto diz que isso é muito importante para o desenvolvimento da vacina.
– Isto mostra que é possível identificar uma parte do vírus que pode ser utilizada em uma vacina, porque sabemos que quando os anticorpos entram em contato com essa parte destroem o vírus.
A próxima etapa vai ser tentar injetar essa parte do vírus em um indivíduo para produzir uma resposta imunológica contra a infecção, acrescentou Fauci.
O mais provável é que a vacina para a Aids leve vários anos para estar pronta, o que significa que a luta contra a doença terá que permanecer centrada em políticas de prevenção como a distribuição de preservativos e os tratamentos para bloquear a transmissão da Aids entre a mãe e o feto, considerou Fauci.
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