Dentro de 15 dias, a prefeitura de Guarujá, no litoral paulista, deve receber os resultados de amostras de casos de diarreia verificados na cidade. As amostras foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz na última sexta-feira (8). Desde o início do ano, 700 pessoas com sintomas foram atendidas nas unidades de pronto-socorro do município.
Segundo a prefeitura, o aumento expressivo dos turistas na temporada de verão triplica a população da cidade, o que eleva o número de casos de diarreia e de outras doenças infectocontagiosas típicas do período de calor intenso.
- Para diminuir os episódios de diarreia, uma ação importante é o investimento no saneamento básico. Nesse sentido, a prefeitura de Guarujá e o governo do estado levaram, em dezembro, água potável para cerca de 2.500 famílias do bairro Morrinhos, informou o secretário municipal de Saúde do Guarujá, Marco Antonio Barbosa dos Reis, por meio de nota.
Outra medida foi a intensificação da fiscalização nos quiosques, carrinhos de lanches e ambulantes da orla da praia. A cidade de Ubatuba, que fica no litoral norte paulista, registrou 300 casos desde o último dia 3. Os sintomas são dores no estômago, vômito, indisposição geral, e diarreia em alguns casos.
Segundo o superintendente de Saúde da cidade, Neilton Nogueira, o sistema de saúde local vem percebendo um aumento dos casos, típico para esta época do ano, e desde o último final de semana tem notado que o aumento está além do comum.
- Acreditamos que isso é uma virose transmitida pelo ar, devido à forma como está se apresentado.
Nogueira afirmou que os postos de saúde têm atendido diariamente uma média de 50 pessoas com os sintomas em todo o município. Ele disse que, desde quarta-feira (13), as unidades de pronto-socorro estão coletando amostras para enviar ao Instituto Adolfo Lutz e verificar qual a causa do surto na cidade.
Ainda não há prazo para o resultado dos exames, mas Nogueira disse que a possibilidade é a de que a causa do surto seja o rotavírus.
- O rotavírus causa esses sintomas. A principal forma de transmissão é respiratória. Se for isso mesmo não há muito o que fazer a não ser a conscientização das pessoas para reforçar a higienização das mãos, ter cuidado com o que come e com a água que se bebe.