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publicado em 09/02/2011 às 10h31:

Falta de médicos e demora no atendimento
do SUS levam população a ter planos de saúde

População também se queixa da demora nas consultas públicas e do preço do serviço privado

Do R7

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A constante falta de médicos em postos de saúde e hospitais e a demora em ser atendido nesses locais são apontados como os principais problemas que impedem o SUS (Sistema Único de Saúde) de funcionar. Essas são informações do relatório SIPS (Sistema de Indicadores de Percepção Social), divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta quarta-feira (9).

De acordo com a pesquisa, 58,1% da população aponta a falta de médicos como o principal problema do sistema público de saúde. O tempo de espera para conseguir acesso a determinados serviços de saúde, sobretudo nos postos de saúde e nos hospitais, é considerado um grande problema da rede pública para 35,4% dos entrevistados, seguida de outra preocupação: a demora para conseguir uma consulta com especialista (33,8%).

Mesmo entre os que utilizam pouco o sistema, as queixas são as mesmas. Por percepção ou por acompanharem alguém em instituições públicas, eles concluem que a falta de médicos constitui o pior problema do SUS, com percentual ainda maior, 57,9%. Entre os que não usam o sistema público, a reclamação atende ao maior percentual (58,8%).

Trecho do relatório indica que a intenção do documento é mostrar diferentes opiniões.

- Deve ficar claro que o SIPS aborda a percepção sobre os serviços de saúde a partir da visão de todos os entrevistados ou daqueles que utilizaram ou acompanharam alguém na utilização dos serviços.

Embora 50,1% dos entrevistados vejam com bons olhos a gratuidade do SUS, seu atendimento universal (48%) e a possibilidade de ter remédios gratuitos (32,8%), os problemas citados são o principal fator que leva parte da população a optar pelos planos de saúde.

Segundo o levantamento, as principais razões que levam a aderir à saúde suplementar são: a maior rapidez para realizar uma consulta ou exame (40%); ter o seguro fornecido pelo empregador de forma gratuita (29,2%); ter mais liberdade na hora de escolher o médico (16,9%).

Entretanto, o preço da mensalidade é julgado como o maior problema desse segmento, entre os que têm planos de saúde. Outro problema apontado é a falta de cobertura de algumas doenças e procedimentos (35,7%) ou tratamentos (21,9%). 

A demora para conseguir um especialista e para ser atendido em hospitais também foi indicada como problemas dos planos, mas com percentuais menores – 18,5% e 15,3%, respectivamente. 

Os dados do relatório foram coletados durante os dias 3 e 19 de novembro de 2010, por meio de entrevistas com 2.773 pessoas nas cinco regiões do país. Foram consideradas questões como sexo, faixa etária, renda e escolaridade para levantar a percepção da população sobre o SUS.

Para a avaliação geral dos serviços públicos de saúde prestados pelo SUS, as categorias de resposta foram: “muito bom, bom, regular, ruim e muito ruim”. Para a apresentação dos resultados, as categorias de resposta “muito bom” e “bom” foram agrupadas, da mesma maneira que as categorias “ruim” e “muito ruim”.

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