O investimento do Ministério da Saúde com despesas relacionadas à vacina contra a gripe A, conhecida como gripe suína, será equivalente a todo o orçamento previsto para o Programa Nacional de Imunizações, que oferece proteção contra doenças como poliomielite, febre amarela, hepatite, tétano e difteria.
O montante de R$ 1 bilhão reservado para comprar doses de três diferentes fornecedores (Instituto Butantan, Laboratório Glaxo Smith Kline e Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Pan Americana de Saúde) teria saído, segundo o ministro José Gomes Temporão, de crédito suplementar aprovado pelo Congresso.
Temporão afirmou nesta terça-feira (26) que o investimento em vacinas contra a gripe suína não prejudicará outros programas do ministério, como o de combate à dengue. Na Europa, o gasto de governos com a compra de vacinas contra a o vírus H1N1 provocou polêmica. Especialistas em saúde pública apontaram “excessos” no investimento em laboratórios que se dedicaram em produzir a vacina. A sobra de doses e a redução do número de casos da gripe levaram parte da comunidade europeia a tachar o investimento de desperdício de dinheiro público.
O ministro afirmou que a compra das vacinas era necessária para o país e que, durante o inverno deste ano, o Brasil poderá viver uma “segunda onda” da doença.
-Imagina se o governo vai estruturar sua estratégia com base em polêmicas do hemisfério norte. Nossa estratégia visa a proteger a população brasileira de uma segunda onda que vai acontecer no país durante o inverno.