27 de Maio de 2012
Tipo A foi o mais fatal no período, levando à morte mais de 14 mil pessoas
As hepatites virais dos tipos A, B, C e D mataram mais de 20 mil pessoas na última década no Brasil. De 1999 a 2009, a hepatite C foi a mais fatal entre os tipos da doença, levando à morte de 14.076 pessoas. Outras 5.079 morreram vítimas da hepatite B, 644, da A e 227, da D.
O número de casos registrados da doença na década, somando-se os quatro tipos, é de 283.244. O tipo A é o que contaminou o maior número de pessoas (124.687) no período, atingindo uma taxa de incidência 5,4 pessoas a cada 100 mil em 2009.Já o tipo B, que atingiu 96.044 pessoas na década, teve uma taxa de incidência de 7,6 a cada 100 mil habitantes em 2009.
De acordo com um estudo do Ministério da Saúde divulgado nesta quarta-feira (28), os dados indicam uma redução do número de casos da hepatite A – cuja transmissão está relacionada às condições de saneamento básico e higiene -, enquanto aumentam os casos das hepatites B, C e D – cuja transmissão se dá por contato sexual, transfusão de sangue ou compartilhamento de seringas e materiais para tatuagem.A hepatite é uma doença que se caracteriza pelo ataque as células do fígado, que causam inflamação no órgão. Ela pode ser causada por infecções por bactérias ou vírus, pelo abuso de álcool, drogas e doenças autoimunes ou hereditárias.
Nos casos da doença causados pelos tipos B, C e D do vírus, a infecção pode evoluir para cirrose e câncer de fígado. A doença é difícil de ser diagnosticada, pois os sintomas – que podem incluir fadiga, dor abdominal, náusea e vômitos – são pouco frequentes.
Quanto mais cedo for diagnosticado qualquer tipo de hepatite, mais facilmente a doença pode ser tratada.
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