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publicado em 20/11/2009 às 06h00:

Má formação do pênis atinge um em cada 300 meninos

Reconstrução precoce garante que crianças tenham vida normal na fase adulta

Do R7

Ausência de uretra ou uretra incompleta, pênis curvado para baixo e a presença de capuchão – excesso de pele peniana – são deformidades comuns ao órgão genital masculino. Estudos internacionais mostram que um em cada 300 meninos nascidos vivos apresenta pelo menos uma das deformidades. Tais problemas congênitos, conhecidos como hipospádias, são os mais frequentes dentre as más formações penianas e são causadas pela queda do nível de testosterona (hormônio masculino) na hora da formação da uretra.

Mas para alívio de pais que perceberam que os filhos nasceram com alguma deformação, a hipospádia pode ser sanada por meio de procedimento cirúrgico onde os médicos reconstroem a uretra e o pênis.

A cirurgia reconstrutiva peniana será um dos assuntos do 1º Simpósio Internacional de Urologia que acontece a partir desta sexta-feira (20) na Beneficência Portuguesa de São Paulo, das 8h às 17h. Na ocasião, especialistas brasileiros e norte-americanos irão discutir os desafios que envolvem as cirurgias de correção do aparelho urinário de homens e mulheres e genital masculino.

Meninos que nascem sem uretra, com ela parcialmente desenvolvida ou com curvatura peniana urinam sentados, como meninas, e em alguns casos a uretra é tão pequena que termina nas proximidades do ânus.

Por urinarem sentados, muitas vezes em casos extremos podem ser tratados e criados como meninas. As deformidades da uretra e do pênis também impedem que eles tenham uma vida sexual no futuro.

- Muitos pacientes se sentem estigmatizados por urinarem sentados como meninas, afetando de forma devastadora o aspecto psicológico dos pacientes, afirma o urologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Antonio Macedo Jr.

Uma das técnicas mais atuais de reconstrução peniana utiliza parte da mucosa da boca ou o próprio excesso de pele do capuchão para reconstruir a uretra. Além da reconstrução do aparelho urinário, o procedimento também possibilita que os pacientes tenham uma vida sexual normal. No entanto, o sucesso das cirurgias depende de alguns fatores. Segundo o urologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, diagnóstico precoce e cirurgias feitas em meninos com menos de um ano de idade são fundamentais para o êxito dos procedimentos.

O processo pós-operatório também é crucial na evolução positiva dos procedimentos cirúrgicos. "Um dos desafios da cirurgia reconstrutiva é garantir que os pacientes tenham boa cicatrização, sem perda do material reconstruído. Os dez primeiros dias após a cirurgia representam o período mais crítico do processo de recuperação", afirma Macedo Jr.

Cirurgias de reconstrução para quem nasce sem pênis

Outras deformidades urológicas também desafiam os especialistas em reconstrução peniana. A mais temida das anomalias é a afalia ou ausência de pênis. Menos comum que a hipospádia, com incidência de um caso para cada 30 milhões de meninos nascidos vivos no mundo, a afalia pode ser congênita ou adquirida, quando homens perdem o pênis em acidentes, por exemplo.

Quando congênita, é comum o menino ser criado como menina devido à ausência do pênis. "A afalia congênita costumava ser tratada com feminilização do paciente, ou seja, a transformação artificial de homens em mulheres com castração e uso de hormônios femininos", diz o urologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Entre os casos de afalia adquirida, além dos causados por acidentes, há pacientes de anemia falciforme, doença que em casos extremos causa um priapismo – ereção prolongada involuntária – levando à gangrena do pênis e à consequente amputação.

As primeiras tentativas de reconstruir o pênis foram feitas entre 2004 e 2005, na Itália, e contaram com a participação de médicos da Beneficência Portuguesa de São Paulo. O pênis é reconstruído com tecidos do próprio paciente, como pele do abdômen e mucosa bucal. "O objetivo da reconstrução peniana é garantir aos meninos uma imagem corporal idêntica ao sexo masculino, podendo urinar em pé. O ideal é que a cirurgia seja feita na infância", afirma Macedo Jr.

A reconstrução peniana é o primeiro passo de um processo que acompanha os pacientes até a fase adulta. Na adolescência, as vítimas de afalia precisam realizar o implante de prótese que garante a ereção e permite que os jovens sintam prazer e tenham vida sexual totalmente ativa. "A possibilidade de reconstrução do pênis derrubou paradigmas, meninos não são mais transformados em mulheres. Com as técnicas de reprodução assistidas, um menino que nasce sem pênis tem a possibilidade de ser pai", diz Macedo Jr.

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