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17 de Abril de 2014

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publicado em 15/03/2011 às 16h55: atualizado em: 17/03/2011 às 13h55

Máscara e banho protegem
contra radiação. Veja mais dicas

Liberação de material radioativo tem causado pânico no Japão

Diego Junqueira, do R7

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As explosões nos reatores da usina nuclear de Fukushima, no Japão, e a consequente liberação de material radioativo para a atmosfera criaram pânico na população local. Além de evacuação das áreas próximas à usina, algumas medidas podem proteger as pessoas da contaminação, como lavar superfícies do corpo que tiveram contato com o material radioativo, usar máscaras que filtrem a poeira radioativa, entre outras.

Para José Willegaignon de Amorim de Carvalho, físico-chefe do setor de medicina nuclear Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), o caso de Fukushima está criando um pavor exagerado não só no Japão, mas em todo o mundo.

- Temos que fazer o máximo para acalmar as pessoas, mesmo porque, geralmente, o nível de radiação é maior nas zonas próximas ao reator nuclear. E muitas vezes essa radiação não chega a se disseminar tanto para outras áreas.

Apesar disso, Carvalho acredita que a situação no Japão vai piorar. O alerta de risco nuclear no local foi elevado para o nível 6, em uma escala que vai até 7. Além disso, nesta terça-feira (15), milhares de pessoas tentavam deixar a capital Tóquio rumo ao sul ou a outros países. As que ficaram foram orientadas a permanecer dentro de suas casas, especialmente aquelas que vivem nas regiões mais próximas da central, no norte do arquipélago.

- A quantidade de material [radioativo] que tinha de ser disperso talvez não tenha sido totalmente dispersa.

Leia abaixo a entrevista com o especialista e saiba o que as pessoas devem fazer para se proteger da radiação

Como uma pessoa fica contaminada por substâncias radioativas?
A contaminação é a presença indesejável de substâncias radioativas na superfície do corpo humano ou dentro do organismo. Mas medidas simples, como lavar uma superfície do corpo contaminada, podem, quase sempre, eliminar essa contaminação. Já o material incorporado, seja pela inalação ou pela ingestão de objetos contaminados, é difícil de descontaminar.

E como a radiação vai parar dentro do corpo?
Você pode se contaminar de diferentes formas, entre elas, pela inalação de vapores ou ar contaminado ou ingerindo objetos contaminados. E isso pode ocorrer, por exemplo, ao comer alimentos contaminados, ao colocar as mãos em lugares contaminados e depois levá-las à boca e até ao ingerir água contaminada.

Os japoneses estão usando máscaras para evitar a contaminação. Isso ajuda de que forma?
A máscara, de uma forma geral, tem a função de filtro, protege contra a inalação de poeira radioativa e ingestão de material contaminado. A própria veste já é uma proteção. Pela pele a absorção é pouca, não é tão preocupante.

Como os alimentos ficam contaminados?
Esse vapor [radioativo] que vai para a atmosfera, uma hora acaba se depositando no solo, seja pela chuva ou pelos ventos. Nesse caso, as plantas, os animais, o solo e o homem acabam por se contaminar também. Como o homem também se alimenta de plantas e animais, essa contaminação se torna ainda maior.

No caso do Japão, o material radioativo foi para o mar. Os peixes também se contaminam?
Geralmente sim. Agora, o quanto será essa contaminação vai depender de diversos fatores, entre eles podemos citar a quantidade de substância radioativa depositada no mar, a capacidade de dispersão dessas substâncias e que envolvem condições atmosféricas e oceanográficas. Mas, de uma forma geral, a contaminação no mar é menos preocupante que a contaminação no continente. O mar é como se fosse um grande tanque de água, onde, quanto mais água, maior a possibilidade de dispersão das substâncias radioativas e, portanto, menor a possibilidade da fauna e flora local se contaminarem com níveis muito elevados de substâncias radioativas.

Então o material radioativo pode ser diluído?
Sim, muito provavelmente irá se diluir e a concentração final dessas substâncias radioativas no litoral do Japão vai depender muito das condições atmosféricas e oceanográficas. Eu acredito que a fauna e a flora local muito provavelmente sejam contaminadas e as implicações futuras dependerão do nível dessa contaminação, bem como das ações protetoras que poderão ser desencadeadas nesse processo. Lembramos que o Japão é um país com grande atividade pesqueira.

Foi o vento que levou a radiação para o mar.
Sim, certamente. As condições de vento podem ser favoráveis ou não a essa dispersão das substâncias radioativas, por isso essa parte atmosférica tem muita importância. Você precisa saber a velocidade, a direção e outros fatores pra descobrir até aonde essa poeira é capaz de ir, quais seriam os locais mais prováveis para a sua deposição. Nesses locais de deposição certamente haverá contaminação. Se existir uma plantação ali, é necessário avaliar a quantidade de radiação para saber se é possível ingerir esse tipo de alimento. Pois a ingestão de alimentos contaminados pode gerar doses de radiação dentro do corpo humano, gerando efeitos nocivos à saúde, mas tudo depende do nível de exposição sofrida pela pessoa irradiada.

Qual o raio em torno das usinas nucleares em que o risco é maior?
O fato é que existem uma série de informações radiométricas existentes na mídia sobre esse acidente, assim, eu não posso te falar em raio, distância segura a partir das usinas nucleares, porque eu não sei de fato qual é o nível de radiação existente próximo a essas usinas. Mas, em geral, quanto mais as coisas vão se complicando e o nível de radiação aumenta, esse raio de segurança vai se tornando maior. É por isso que observamos a mídia falar em 10 km, 30 km e aí por diante.

E quais são os danos à saúde?
Ocorrem desde efeitos imperceptíveis até os mais agudos, como a morte. Depois de irradiado, não dá para se fazer quase nada. O importante é evitar que as pessoas sejam irradiadas, por isso a necessidade de verificar as pessoas que estão supostamente contaminadas e tentar descontaminá-las, evitando assim doses de radiação. Um dos primeiros efeitos quando as pessoas são irradiadas com doses acima ou próximas a 250 miliSievert são alterações no sangue, como a diminuição de plaquetas. Mas os órgãos críticos, mais irradiados, depende muito do tipo de substância radioativa com o qual a pessoa foi contaminada. Os elementos radioativos, geralmente, possuem uma determinada afinidade por um órgão ou tecido humano. O iodo radioativo, por exemplo, é concentrado mais na tireoide, pois esse órgão utiliza iodo, independentemente se radioativo ou não, para a síntese de hormônios tireoidianos, qual é utilizado por todo o organismo. De igual forma, o estrôncio-90 se concentra mais nos ossos, dependendo se esteja ligado, ou não, a moléculas.

 


 
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