TV Globo/João Miguel JúniorAs médicas Ellen e Ariane, vividas pelas atrizes Danielle Suzuki e Christine Fernandes na novela Viver a Vida, da TV Globo, são paliativistas
27 de Maio de 2012
Especialidade médica, que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes
à beira da morte, é abordada na novela Viver a Vida
Os meios podem ser muitos, da medicação específica ao conforto de uma conversa e amparo psicológico do paciente e de sua família em casa ou no hospital.
Mais conhecido como cuidados paliativos, a especialidade ainda não é reconhecida no Brasil pela tríade formada pelo Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira e Comissão Nacional de Residência Médica. Mas recentemente o novo Código de Ética Médica do país incluiu pela primeira vez os cuidados paliativos como um de seus 25 princípios fundamentais.
- Sabemos que quando eles recebem o diagnóstico, mudam suas vidas e a de sua família, por isso fazemos tudo com o intuito de dar conforto ao paciente.
- Por exemplo, em determinado momento da vida, o paciente terminal pode não conseguir engolir o medicamento. Ficamos atentos a isso e achamos uma maneira mais confortável de administrar esse medicamento na forma subcutânea (acima do músculo), porque é menos dolorosa. Se o paciente não consegue engolir alimentos sólidos, a nutricionista da equipe tenta adaptar sua alimentação. Se ele começa a perder sua mobilidade, o fisioterapeuta tenta achar uma maneira de ele viver bem, da forma mais confortável possível.
De acordo com a médica, os pacientes com câncer ainda são os mais atendidos pelos paliativistas por causa do número dos sintomas e de sua rápida evolução. Mas o contato estreito com a ideia de morte não deve ser confundido com a ideia de eutanásia, segundo a médica.
- Somos totalmente contra a eutanásia. O cuidade paliativo não quer controlar a morte, ele se preocupa com a morte. É totalmente diferente.
Medicina paliativa no Brasil e no mundo
Hoje no Brasil não existe uma educação formal de medicina paliativa, mas existem grupos dentro de instituições médicas como o Hospital Estadual do Servidor e do hospital da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ambos em São Paulo, além do Inca (Instituto Nacional do Câncer), no Rio de Janeiro, entre outras, onde é possível estudar o assunto, segundo a médica.
Maria Goretti afirma que na Europa a especialidade é reconhecida e ainda é possível fazer um ano de residência opcional da especialidade.
- Infelizmente para ser especialista no assunto ainda é preciso estudar fora. Hoje não há uma residência no Brasil.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7