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publicado em 13/06/2010 às 12h01:

Médicos culpam mulheres
pelo alto número de cesarianas

Especialistas afirmam que brasileira prefere comodidade na hora de ter o bebê

Camila Neumam, do R7

O número alarmante de cesarianas no Brasil - 84% de todos os partos realizados pelas mulheres que têm planos de saúde, e 35% no SUS (Sistema Único de Saúde - é resultado da comodidade da mulher brasileira, segundo especialistas consultados pelo R7.

De acordo com o coordenador da Comissão de Parto Normal do Conselho Federal de Medicina, José Fernando Vinagre, a mulher grávida tem autonomia para escolher qual o tipo de parto quer fazer.

- O médico só tem direto a interferir na escolha se não for possível fazer um parto normal, ou em caso de morte da mãe ou do bebê. Esses pormenores estão garantidos pelo atual Código de Ética Médica. 

Essas exceções se dão, por exemplo, quando o bebê é considerado muito grande para a estrutura corpórea da mãe, quando há descolamento da placenta ou se a criança estiver mal posicionada dentro do ventre, entre outras complicações, afirma a obstetra Lucila Nagata, da Comissão de Mortalidade Materna da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Caso contrário, a grávida poderia, em tese, optar pelo parto normal.

Mas não é bem o que acontece, porque, segundo Vinagre, a cesariana passou a fazer parte da cultura brasileira.

- É uma questão cultural. As pessoas já têm ideia que o parto normal é pesado. E, na cesariana, ela sabe que vai escolher o pediatra e o anestesista da preferência e depois de uma hora estará liberada. 

O presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), César Eduardo Fernandes, faz coro.

- A própria mulher prefere fazer cesária, para não ter que passar pelo processo de trabalho de parto que ela acredita que isso deixa a vagina mais larga, o que impedirá o prazer.

Mulheres contam sobre o parto normal e cesariana

A administradora Clarisse Tiemi Mikami, de 26 anos, concorda. Há seis meses ela deu à luz ao filho Victor por meio de uma cesariana. Procedimento que ela escolheu desde o início da gravidez.

- Eu queria marcar o dia e a hora, não esperar umas vinte horas para ele nascer. Foi uma comodidade, porque minha mãe mora no Paraná e eu tinha que ter uma data para minha família poder estar junto quando o bebê nascesse.

O parto de Clarisse durou apenas 40 minutos. Mas a recuperação levou 40 dias, tempo em que ela teve de maneirar no esforço, por causa dos pontos da operação.

Mesmo com uma recuperação mais longa do que se tivesse optado pelo parto normal, Clarisse afirma que, se engravidar de novo, fará novamente uma cesariana.

- Não escolhi para não ter dor, nem pensei nisso. Se eu tiver outro filho vou fazer cesária de novo porque é muito simples.

Não é o que pensa a professora de música Camila Ferreira Machado Capuano Licio, de 28 anos, que passou pelo parto normal há um mês. O filho dela, André, só nasceu depois de 20 horas de contrações e do rompimento da bolsa. A professora disse que seguiu recomendações médicas para fazer o parto normal.

- Eu não tinha dilatação e precisei tomar muito soro. Nas primeiras 18 horas eu senti uma dor suportável e nas duas últimas senti como se fosse uma cólica extrema.

Mesmo com todo o sofrimento, Camila recomenda o parto normal.

- A dor é ali na hora, mas depois que você tem o bebê esquece toda a dor. Além disso, a recuperação é mais rápida. Vou optar em fazer de novo na próxima vez.

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