R7 - Notícias

Buscar no site
Eu quero um e-mail @R7
Esqueci minha senha

27 de Maio de 2012

Você está aqui: Página Inicial/Notícias/Saúde/Notícias

Icone de Saúde Saúde

publicado em 19/01/2010 às 09h52:

Médicos improvisam amputações no Haiti

Após terremoto, haverá milhares de pessoas amputadas no país, dizem cirurgiões

AFP

Jacques Lorblanches perdeu a conta de quantas amputações realizou nas últimas 48 horas em Porto Príncipe, capital do Haiti, mas não se esquecerá das condições em que as praticou.

- Nunca vi nada igual, feridas infectadas e cheias de larvas.

O terremoto de sete graus na escala Richter ocorrido na última terça-feira (12) no Haiti deixou dezenas de milhares de pessoas feridas, que demoraram a receber assistência ou em serem resgatadas dos escombros. Agora, médicos precisam amputar pernas e braços.

- Minha primeira amputação, fiz com três pinças, cinco tesouras e um bisturi. Sem água e com uma lanterna frontal para iluminar a ferida, explica Lorblanches, membro da organização internacional Médicos do Mundo.

Desde sábado, a instituição calcula ter operado 30 pessoas no hospital geral de Porto Príncipe, com 28 casos de amputação. O discurso é idêntico no hospital de campanha instalado por Israel fora de Porto Príncipe, de acordo com o médico Amit Assa.

- Das 48 operações praticadas há dois dias, quase todas foram amputações.

A cada dia, chegam novos feridos a todos os hospitais instalados na cidade. Pernas e braços esmagados por paredes e vigas de cimento, feridas infectadas e gangrenas tornam inevitável a amputação dos membros, explicam os médicos. Segundo os cirurgiões, haverá milhares de amputados após o terremoto.

Lorblanches recorda com especial emoção sobre o caso de uma jovem que caiu na rua durante o terremoto e teve as mãos esmagadas por uma parede. Elas foram amputadas pela equipe no domingo (17), diz o médico.

- Amputamos para salvar vidas. Nosso trabalho é uma pequena gota de água nessa tragédia.

A poucos metros, Marie-Françoise lança gritos de dor após a amputação de seu braço esquerdo. Seus pais faleceram soterrados em casa e ela permaneceu horas nos escombros antes que os vizinhos a resgatassem.

- Sinto-me feliz porque estou viva, mas não quero pensar no futuro. Perdi todos e não posso trabalhar.

A cena se repete nos corredores do hospital e nos jardins em que centenas dezenas de feridos foram instalados. Lucile, de 20 anos, teve o braço direito gangrenado por uma ferida infectada e foi amputada no fim de semana. Apoiada no ombro de sua mãe, ela não para de chorar ao ouvir o diagnóstico do médico haitiano Jean Toussaint.

- Agora, é sua perna que está em perigo. Estamos tentando salvá-la, mas não podemos esperar mais que algumas horas para tomar uma decisão.

As salas de cirurgia foram destruídas pelo terremoto e a equipe francesa de médicos improvisou uma sala de operações na antiga seção de radiologia. À espera de material, que demora a chegar devido à destruição do aeroporto, a higiene é mínima e os instrumentos de operação são muito básicos.

 
Veja Relacionados:  Saúde, Haiti, Médico
Saúde  Haiti  Médico 
 
Espalhe por aí:
  • RSS
  • Flickr
  • Delicious
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google
 
 
 
 

Fechar
Comunicar Erro

Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.

Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7
Mensagem enviada com Sucesso!Erro ao enviar mensagem, tente novamente!

 

 


Shopping
Monitor Monitor Balão da R$ 337,56
Outros Esporte e Lazer Outros ProSpin R$ 14,00
Impressora e Multifuncional Impress Balão da R$ 216,45
TV TV Fnac R$ 1.999,00
Roteador Roteado Kalunga R$ 129,00
Tablet Tablet Wal-Mart R$ 1.949,00