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publicado em 30/06/2010 às 15h52:

Ministro diz que é preciso cuidar
da saúde mental desde a infância

Temporão fala sobre importância de tratar das grávidas para evitar esses problemas

Da Agência Brasil

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta quarta-feira ((30), durante a 4ª Conferência Nacional de Saúde Mental, que o grande desafio é trabalhar na promoção da saúde do indivíduo desde a sua concepção, por meio de ações envolvendo outros ministérios.

– Precisamos de políticas intersetoriais voltadas à mulher na gestação, na atenção ao parto e na capacidade dessa mãe de cuidar do seu bebê até os cinco anos. É nesse período que se estrutura, do ponto de vista biológico e psíquico, o que vai ser o futuro cidadão.

Temporão destacou o projeto Brasileirinhos e Brasileirinhas Saudáveis: Primeiros Passos para o Desenvolvimento Nacional como uma experiência positiva que está ocorrendo em alguns municípios, nas cinco regiões do país. O projeto trabalha com estratégias de atenção à saúde da mulher desde a gestação até o fim do primeiro ano de vida do bebê, uma vez que nessa fase seu corpo e sua mente demandam cuidados que integram a saúde física e mental.

– É preciso evitar que a doença se instale no desenvolvimento emocional primitivo do indivíduo, nos primeiros estágios de vida. Isso tem muito a ver com evitar o transtorno mental quando esse bebê se tornar jovem e adulto.

Sobre a reforma psiquiátrica, Temporão disse que, apesar das críticas feitas pelos movimentos conservadores, ela veio para ficar e qualificar o atendimento à saúde mental no país.

– A principal conquista da reforma psiquiátrica é a luta contra o estigma, o preconceito e a exclusão. Temos que defender a reforma psiquiátrica como um patrimônio do Brasil. Ela não será estancada, como querem alguns movimentos conservadores.

Desde a aprovação da chamada Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei nº 10.216/2001), os investimentos são principalmente direcionados para tirar os pacientes detrás das grades hospícios e conduzi-los, substituindo os hospitais psiquiátricos pelos serviços abertos e de base comunitária.

Apesar de aumentar a rede substitutiva – com a criação dos centros de Atenção Psicossocial (Caps), das residências terapêuticas e a ampliação do número de leitos psiquiátricos em hospitais gerais – ainda persiste o antigo modelo manicomial, marcado pelas internações de longa permanência.

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