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27 de Maio de 2012

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publicado em 23/02/2012 às 15h42:

Mortes causadas pela gestação tiveram queda de 19% em 2011

Ministério da Saúde indica que problemas na gravidez tem provocado menos óbitos no País

Adriana Caitano, do R7, em Brasília

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O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (23), um balanço de mortalidade materna no Brasil. Os dados apontam que, no primeiro semestre de 2011, 705 mulheres morreram vítimas de problemas relacionados com a gravidez. O número é 19% menor que o mesmo período de 2010, quando houve 870 óbitos.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconhece como morte materna a ocorrida durante a gestação ou em até 42 dias após o parto, independentemente da duração da gravidez e excluindo causas externas, como acidentes e crimes.

De acordo com o Ministério da Saúde, os dados de 2011 ainda não estão completos porque há óbitos ainda em investigação - cerca de 60 mil casos de morte de mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos) são investigados por ano.

Em 2010, das mortes já investigadas em todo o ano, 1.617 tiveram a causa identificada na gestação. A região do país com o maior número de registros foi o Sudeste, com 569 casos, seguido do Nordeste, com 537.

No entanto, segundo o ministro Alexandre Padilha, a redução do número de mortes tende a ser cada vez maior.

- Estamos prevendo para 2011 a maior redução na taxa de mortalidade materna que o país teve desde o começo dos anos 2000, que está totalmente relacionada à ampliação do Sistema de Saúde. É decorrente da continuidade da política chamada de Rede Cegonha, com 40 mil mulheres fazendo o pré-natal precoce no SUS.

O ministro destacou que atualmente o índice de mortalidade materna em 2010 foi de 68 mortes de mães para cada 100 mil bebês nascidos vivos e a meta do País é chegar a 35 mortes para cada 100 mil nascidos em 2015.

As complicações ocorridas durante a gravidez, como hemorragias, hipertensão e desprendimento prematuro de placenta, conhecidas como causas diretas, são as responsáveis por 80% dos óbitos maternos. Já as doenças pré-existentes, as causas indiretas, como câncer e cardiopatias, provocam de 15 a 20% das mortes.

A hipertensão foi a principal causa de mortalidade materna registrada em 2010, com 13,8 mortes para cada 100 mil nascidos vivos, seguida da hemorragia, com 7,9. O aborto, que chegou a figurar entre as motivações mais frequentes de mortes maternas, teve queda de 82% entre 1990 e 2010, com 3 mortes para cada 100 mil nascidos.

 

 
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