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publicado em 11/11/2010 às 17h49:

Mortes por dengue no Brasil dobram em 2010

Doença fez 592 vítimas neste ano, superando o recorde anterior, em 2008

Do R7

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O número de mortes por dengue no Brasil praticamente dobrou no Brasil entre 2009 e 2010, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quinta-feira (11). Até 16 de outubro, 592 pessoas morreram no país por causa da doença, contra 298 em todo o ano passado. Em setembro, o R7 já havia adiantado que o número de mortes causadas pela dengue é recorde neste ano, superando a pior marca anterior, em 2008, quando a doença fez 478 vítimas.

Neste ano, foram notificados 936.260 casos de dengue clássica no país. Destes, 14.342 foram classificados como graves.

Há uma série de razões que justificam o aumento das mortes nos últimos anos. A principal delas – e mais repetida pelos especialistas – é o fato de o país estar vivendo, desde o final dos anos 90, surtos repetidos da dengue, que são causados pelos três tipos do vírus que circulam no Brasil. Isso aumenta as chances de uma pessoa se infectar novamente e, consequentemente, de desenvolver as formas graves da doença.

Além, disso, de acordo com o ministério, “a manutenção de condições precárias de saneamento básico e a irregularidade da coleta de lixo em muitos municípios brasileiros impedem a redução dos índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti”, que transmite a doença.

– A falta de abastecimento de água obriga as pessoas a armazenarem em caixas d’água, tonéis, latões sem a devida proteção. O lixo acumulado também abastece o ambiente, de forma permanente, com vários criadouros ideais para a fêmea do mosquito colocar seus ovos.

De acordo com a pasta, 15 cidades enfrentam risco de surto da doença: Afogados da Ingazeira (PE), Ceará-Mirim (RN), Bezerros (PE), São Miguel (RN), Serra Talhada (PE), Rio Branco (AC), Ilhéus (BA), Floresta (PE), Simões Filho (BA), Mossoró (RN), Porto Velho (RO), Caicó (RN), Camaragibe (PE), Caetanópolis (MG) e Epitaciolândia (AC).

Além disso, 123 municípios estão em situação de alerta. Dentre essas cidades, 11 são capitais: Salvador (BA), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Recife (PE), Goiânia (GO), Aracaju (SE), Manaus (AM), Boa Vista (RR), Fortaleza (CE) e Vitória (ES).

Segundo a pasta, essas cidades merecem atenção, pois qualquer descontinuidade nas ações de controle altera o quadro para situação de risco.

Diante desse cenário, o governo modificou alguns pontos da campanha nacional de combate à dengue, dando destaque para a participação da população e de governos no controle do Aedes aegypti.

Segundo o ministro José Gomes Temporão, a campanha para este verão vai aumentar o tom de alerta, com testemunho de pessoas que tiveram dengue e citações às mortes em decorrência da doença.

- Embora o grau de conhecimento das pessoas sobre a doença e a prevenção seja alto, em torno de 96%, o brasileiro sabe que tem papel fundamental na eliminação dos focos do mosquito, o que ainda é um desafio no Brasil.

Conheça alguns dos motivos que explicam os surtos de dengue no Brasil

Vírus Tipo 1:
Existem quatro tipos de vírus da dengue. No Brasil, circulam três deles: 1, 2 e 3. As pessoas que já se infectaram com um dos tipos de dengue tornam-se imunes a esse tipo, mas ficam suscetíveis aos demais. Além disso, quando um tipo de vírus atinge uma região e retorna anos depois, ele vai infectar as pessoas que não estavam na região durante a primeira infestação, que são, em geral, os mais jovens ou novos moradores. O atual surto se deve à circulação do tipo 1, que circulou com maior intensidade na década de 90 e voltou a predominar em alguns Estados no final de 2009.

Condições urbanas:
O mosquito tem hábitos urbanos e se desenvolve dentro das casas. Além disso, com a expansão populacional e das cidades, existe maior acúmulo de lixo e entulho. Locais com água parada e limpa, como terrenos baldios, casas fechadas, caixas d’água abertas, calhas, pneus e telhas, favorecem os focos do mosquito.

Condições climáticas:
O calor e o aumento das chuvas, no verão, contribuem para a proliferação dos criadouros do mosquito. Já o excesso de chuvas, por outro lado, não favorece aos criadouros. Os grandes temporais acabam exterminando esses focos. O Aedes aegypti gosta de água limpa e parada.

Articulação dos governos:
Para conter a dengue, o Ministério da Saúde repassa os recursos para Estados e municípios, que definem quanto será investido no combate à doença, conforme o cenário local. Portanto, essa tarefa é dividida entre diversos governos. Para que esse modelo funcione, os três poderes, federal, estadual e municipal, precisam estar articulados.  O governo admite que esse é um trabalho de difícil execução e que não envolve apenas os setores
de saúde. Para o Ministério da Saúde, essa é a melhor forma de combater à dengue em um país com as dimensões do Brasil.

Proliferação do mosquito:
A dengue já atinge áreas que antes estavam livres do mosquito. Em 1995, o Aedes aegypti, que transmite a doença, estava presente em 1.753 municípios brasileiros. Hoje ele se encontra em 4.007 cidades, ou mais de 80% dos municípios. Com isso, mais pessoas ficam expostas ao mosquito.

Transporte de pessoas e de cargas:
Como existem mais pessoas fazendo viagens e mais produtos sendo transportados, aumentam as chances
de pessoas infectadas irem para locais livres da doença. Se elas forem picadas pelo mosquito, o vírus então
começa a circular nessas regiões.

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