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publicado em 28/09/2009 às 08h00:

Número de transplantes no País cresce 24% em seis meses

Agência Estado.

Os transplantes de órgãos no País com doador falecido subiram 24,3% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2008, segundo balanço divulgado na sexta-feira pelo Ministério da Saúde. Foram 2.099 cirurgias realizadas neste ano, contra 1.688 em 2008. Os órgãos mais transplantados foram rim, com 30,28% do total, e fígado, com 23,17%. Em contrapartida, houve queda de 15,38% nos transplantes de pulmão, de 2,33% no de córneas e de 2,04% no de coração.

Com 988 transplantes realizados - cerca de 50% mais do que no primeiro semestre de 2008 -, o Estado de São Paulo registrou o maior índice de crescimento do Brasil e puxou a estatística para cima. A experiência desenvolvida nos hospitais paulistas terá pontos incorporados no novo regulamento brasileiro de doações de órgãos, que será anunciado em outubro pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, depois de ter sido submetido a audiência pública.

O que mais chamou a atenção do governo federal foi a alta performance das coordenações de transplantes criadas dentro de cada hospital paulista, medida que agilizou o processo de doação - do diagnóstico da morte encefálica à preservação dos órgãos transplantáveis e os trâmites legais. "Esses profissionais conhecem a rotina interna do hospital, as pessoas e a estrutura disponível", explicou a coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes, Rosane Nothen. "Essa conjunção de esforços se mostrou muito eficiente e vamos expandir esse modelo para outras partes do País."

Rosana atribuiu o crescimento da taxa de transplantes ao amadurecimento do sistema, às campanhas de estímulo e ao gerenciamento local cada vez melhor na maioria dos Estados. A situação geral, porém, ainda não é boa: existem 63,8 mil pessoas na fila à espera de um órgão, muitas delas à beira da morte. A redução da fila no período foi de apenas 1%.

"Há problemas sérios a resolver, como a fragilidade ainda existente no diagnóstico precoce de morte encefálica e a falta de expertise em vários Estados", reconheceu Rosana.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

   
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