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publicado em 25/10/2011 às 12h16:

Pacientes e funcionários não notam
paralisação de médicos em hospital de SP

Profissionais programaram suspensão no atendimento em 21 Estados

João Varella, do R7

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Pacientes e funcionários do hospital Emílio Ribas, em São Paulo, disseram que a rotina praticamente não foi alterada nesta terça-feira (25). A unidade hospitalar é uma das únicas do Estado que confirmaram adesão a paralisação de médicos marcadas para hoje.

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Médicos de ao menos 21 Estados programaram paralisações no atendimento a pacientes pelo SUS para protestar por melhores salários e melhores condições de trabalho.

A segurança do hospital proibiu a reportagem do R7 de entrevistar com pacientes e funcionários do local. Em conversas informais sob garantia de anonimato, três pacientes disseram que foram avisados sobre a paralisação antes. Mesmo assim, conseguiram obter receitas médicas para comprar remédios controlados.

Uma idosa que disse estar fazendo um "tratamento delicado" contou desconhecer a paralisação.

- Estão em greve? É mesmo?

Uma atendente de um guichê do hospital disse que o fluxo de pessoas que entram e saem do Emílio Ribas parecia o mesmo de sempre na manhã de hoje.

A única diferença visível pareciam ser duas faixas, de cerca de 5 m, com a frase “o salário de nossos médicos faz mal à saúde”.

Segundo dois estudantes de medicina que fazem cursos no hospital, a enfermaria e o pronto-socorro continuavam operando normalmente, conforme havia sido prometido pelo movimento de paralisação, que não tem data para terminar.

A assessoria de imprensa do Emílio Ribas não soube informar quantas consultas foram canceladas, mas disse que estão ocorrendo reagendamentos para o começo do mês que vem.

A paralisação atinge as consultas e exames eletivos marcados com antecedência, que devem ser remarcados – procedimentos de emergência devem ser feitos normalmente.

De acordo com o CFM (Conselho Federal de Medicina), a expectativa é que metade dos 195 mil médicos que trabalham no SUS participem do movimento.

A suspensão dos atendimentos deve ocorrer nos seguintes Estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe.

O 2º vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriçá Miranda, diz em nota que o objetivo do movimento é “chamar a atenção das autoridades para a necessidade de mais recursos para a saúde, melhor remuneração para os profissionais e melhor assistência à população”.

– Faremos o que todo brasileiro gostaria de estar fazendo: dar um basta nas precariedades do SUS.

Segundo os organizadores da paralisação, a média do salário-base do médico que se submete a uma jornada de 20 horas semanais de trabalho, sem considerar gratificações, é de R$ 1.946,91, oscilando de R$ 723,81 a R$ 4.143,67 dependendo da unidade da federação.

A Fenam (Federação Nacional dos Médicos) defende um piso salarial de R$ 9.188,22. Há ainda falta de leitos hospitalares - entre 1990 e 2008, o país teria perdido 188.845 leitos.


 
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