Cientistas americanos descobriram uma forma de neutralizar a reprodução do vírus da hepatite C, o que representa melhoria potencial no tratamento da principal causa de câncer de fígado nos Estados Unidos, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (20). Nos experimentos, os pesquisadores identificaram uma proteína essencial para o ciclo reprodutivo do vírus da doença, o HCV. Eles chegaram a uma versão sintética dessa proteína, com potencial para destruir a habilidade reprodutiva do vírus.
A proteína alterada levou os cientistas a descobrirem compostos que preveniam a reprodução ou o agrupamento do vírus HCV, disse Jeffrey Glenn, principal autor do estudo e professor de gastroenterologia e hepatologia, além de diretor do Centro de Hepatite e Engenharia do Tecido Hepático da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.
Glenn prevê a realização, em até 18 meses, de exames pré-clínicos e em animais antes que a Food and Drug Administration aprove o tipo de compostos a ser utilizado em seres humanos. O estudo foi publicado nesta quarta-feira (20) na edição on-line da Science Transnational Medicine.
Se os novos compostos tiverem resultados positivos em pacientes, podem significar um papel maior na luta contra a tendência do vírus de adquirir rapidamente resistência aos tratamentos, ao mesmo tempo em que evitam os piores efeitos secundários, informou Glenn. No momento, o único tratamento aprovado pela Food and Drug Administration é um coquetel de Interferon e Ribavirin, que revela-se efetivo apenas para a metade dos pacientes que o usam.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 170 milhões de pessoas estão infectadas com a hepatite C, que se transmite pelo sangue e pode evoluir para cirrose e câncer de fígado.
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