27 de Maio de 2012
Pesquisa indica que 75% dos soropositivos estão empregados

Eliana Gutierrez, diretora da Casa da Aids, diz que "os infectados pelo vírus já se permitem pensar no futuro"
– Os resultados mostram que esses pacientes estão inseridos na sociedade do ponto de vista afetivo e econômico, seja porque dissimulam sua condição ou porque estão sendo aceitos.
Para ela, isso pode ser explicado pelo fato de os soropositivos, hoje, estarem fisicamente mais aptos para o trabalho e demais atividades do dia a dia.
– Com os avanços na terapia antirretroviral, a Aids se tornou uma doença crônica. Muitos portadores estão envelhecendo e se tornando pacientes complexos.
A maioria dos 3.300 pacientes acompanhados pelo serviço é formada por homens (70%) que têm, em média, 44 anos e convivem com a doença há mais de uma década. Mais da metade tem 11 anos ou mais de estudo.
No entanto, especialistas afirmam que a realidade dos soropositivos no país, de forma geral, não é tão animadora. O infectologista Ronaldo Hallal, assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, diz que "a epidemia está crescendo principalmente entre aqueles com baixa escolaridade e menor acesso à informação".
– Ainda se percebe uma grande fragilidade no que se refere ao apoio social a esses pacientes.
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