O governo britânico pediu nesta quinta-feira (14) perdão às vítimas da talidomida, o medicamento fornecido nos anos 50 para amenizar os enjoos durante a gravidez e que causava deformações nos fetos.
Em declaração, o vice-ministro de Saúde, Mike O'Brien, disse que o governo expressa "o mais sincero pesar" a todos que sofreram os efeitos devastadores do medicamento, que começou a ser vendido em 1956 e foi proibido em 1962 após o registro do nascimento de cerca de 10 mil bebês com algum tipo de deformação.
O'Brien também disse que o governo dará 20 milhões de libras à Thalidomide Truste, organização que ajuda 466 vítimas dos efeitos do medicamento.
- Sei que as [vítimas] da talidomida esperaram isto durante muito tempo. O governo deseja expressar seu profundo pesar pelos danos e o sofrimento sustentados por todos aqueles afetados quando as mulheres grávidas tomaram a talidomida. Reconhecemos as dificuldades físicas e emocionais que enfrentaram as crianças afetadas e suas famílias.
O vice-ministro de Saúde lembrou que houve revisão completa sobre a comercialização, as provas e a regulação dos remédios. Nos anos 70, o fabricante britânico do fármaco, Distillers Biochemicals, forneceu 28 milhões de libras após sofrer processo legal das famílias dos afetados.
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