A Secretaria de Estado da Saúde publicou nesta quinta-feira (14) um alerta sobre o uso do paracetamol como forma de prevenção de febre após a vacinação de crianças. A pasta informa que a febre faz parte da resposta inflamatória habitual do organismo e, em geral, é limitada e sem consequências graves.
O alerta baseia-se em um estudo internacional que constatou que o uso do paracetamol pode interferir na resposta da vacina na criança. A preocupação, para pais e profissionais de saúde, é que, em alguns casos, a febre pode causar convulsões. Por isso, tornou-se rotineiro em alguns locais o uso do remédio ou de medicamentos antipiréticos.
- Em crianças com histórico pessoal ou familiar de convulsão, ou crianças que apresentem febre superior a 39,5ºC, o uso da medicação é recomendado, disse em nota a diretora de imunização da Secretaria de Estado da Saúde, Helena Sato.
O estudo foi realizado em 459 crianças saudáveis, com idade entre 9 e 16 semanas que foram separadas em dois grupos. O primeiro recebeu doses do paracetamol como prevenção. Já o segundo grupo não recebeu a medicação. O estudo confirma que a resposta positiva da vacina em crianças que não receberam a medicação é melhor.