11 de Fevereiro de 2012
Familiares e pessoas próximas acham que deficientes não se interessam por sexo
Com o nome Inclusão e Sexualidade: análise de questões afetivas e sexuais em pessoas com deficiência física, a estudiosa percebeu inicialmente que aspectos do corpo "novo" e questões de dependência incomodavam mais os cadeirantes do que a deficiência em si. Foram entrevistadas doze pessoas com impossibilidade ou dificuldade de andar.
Em um dos depoimentos, Ana Cláudia conta que um homem disse que não se incomodava ao ser chamado de "aleijado", desde que não o chamasse de "gordo". Em outros casos, a falta de ereção e ejaculação era um problema menor diante da dependência em relação a mulher. "São fatores que extrapolam o fazer sexo ou não fazer", afirma.
Já entre as mulheres deficientes, a psicóloga afirma que a maior queixa se trata da sexualidade. Boa parte das entrevistadas reclamou de comportamentos que as infantilizam. Uma entrevistada, por exemplo, disse que não entendia o porque as pessoas falavam com ela o tempo todo pelo diminutivo se ela já era uma adulta. Outra reclamou que a mãe a deixava dormir na casa de um amigo, enquanto sua irmã não podia.
No caso dos adolescentes, um comportamento comum entre os familiares é achar que o deficiente não tem interesse por sexo, namoro e casamento.
- Há um preconceito geral. As pessoas pensam que os cadeirantes são assexuados, mas são homens e mulheres sentados que perderam movimentos, mas não a libido.
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