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publicado em 27/11/2011 às 05h39:

Seu corpo volta a ser igual ao de uma criança, diz
jovem que fez o mesmo transplante que Gianecchini

Conheça casos de pessoas que tiveram mesmo problema que ator e foram curadas

Renan Truffi, Do R7


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Sandra Lopes de Jesus Pereira era bem mais jovem que o ator Reynaldo Giannechini, de 39 anos, quando descobriu que tinha câncer de linfoma. Na última etapa do tratamento, a jovem, que tinha 23 anos na época, passou por autotransplante de medula, procedimento que também deve ser adotado no caso do ator, diagnosticado com a doença em agosto.

Sandra diz que, após o procedimento, seu corpo voltou a funcionar como o de uma criança. 

Entenda o tratamento

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- Tanto que, quando eu fiz um ano de transplante, tive que tomar todas as vacinas que tomei quando ainda era criança. Agora, com 27 anos, é que terminei de tomar todas as vacinas de novo. É o que vai acontecer com o Giannechini quando ele completar um ano de transplantado. Ele vai tomar todas as vacinas novamente. Você fica mais sensível que um bebê.

O mesmo aconteceu com o chileno Pedro Enrique Arce Briceño, de 63 anos, que descobriu o câncer há três anos. Ele também fez o chamado transplante autólogo, por causa de um linfoma não-Hodgkin, similar ao do ator. E conta que a readaptação do organismo é a pior parte.

- É como se você nascesse de novo. O organismo ainda não tem glóbulos e leucócitos [elementos do sangue] suficientes. Então a boca fica branca, não tem saliva, e enche de feridas. A gente evacua igual criança, verde. Não dá tempo de chegar ao banheiro. É como se você estivesse vivendo tudo de novo.

A razão desse comportamento é que, na fase de pós-transplante, o organismo demora alguns dias para reproduzir novas células, já que as antigas foram destruídas pela forte quimioterapia.

Linfoma de Hodgkin

Promotora de eventos que mora no Campo Limpo, em São Paulo, Sandra percebeu que havia algo errado com seu corpo por causa de uma anemia profunda. Ela tinha febre “altíssima” todos os dias, sempre nos mesmos horários.

Após ser diagnosticada com o linfoma de Hodgkin , ela fez quatro meses de quimioterapia no Hospital Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), e ficou bem por oito meses.

No entanto, depois de novos exames, Sandra teve uma recaída e o linfoma voltou. Por isso, os médicos optaram por um novo ciclo de quimioterapia, que durou mais quatro meses, com o objetivo de prepará-la para o transplante autólogo.

- Quando a doença voltou, tive de fazer uma quimioterapia bem mais forte. Então eu ia quase todos os dias, de segundo a quinta, para o hospital. Fiquei empolgada já que com o transplante a chance de cura é muito grande. Tanto que estou super bem até agora. Já faz três anos que não aconteceu nada e nem vai acontecer.

A promotora de eventos foi internada e, no hospital, passou pela terceira quimioterapia, bem mais forte que os dois tratamentos anteriores. Ela ficou bem fraca, mas conta que o processo de transplante é similar a uma transfusão de sangue.

- É como se você tivesse recebendo sangue. Eles [médicos] ligam uma máquina e o líquido vai correndo. É super tranquilo, não senti nada. Fiquei tão feliz. Ali na Santa Casa, eles colocam você lá em cima. Eu queria é que minha medula “pegasse” logo para eu ir embora. Porque quando você recebe a medula, você nasce de novo, ai todo mundo me dava parabéns.

Quase 30 dias depois da internação, Sandra deixou o hospital, mas continuou a reabilitação em casa. Por conta da nova medula, ela teve que ficar cerca de cem dias sem sair de sua residência. Além disso, a jovem só poderia ter contato com sua mãe, pai e marido. Mesmo assim, por ordem médica, ela não podia nem cumprimentá-los.

- Só tinha contato assim de conversar, porque não podia pegar na mão e muito menor beijar. Tinha acabado de casar. Meu marido me pediu em casamento mesmo sem saber se eu ia morrer ou não. Mas eu dormia no meu quarto e ele na sala. Minha mãe tinha que limpar tudo toda hora. Eu ia tomar banho e ela passava álcool no quarto inteiro para não deixar poeira. O pijama tinha que ser trocado a cada dois dias e não podia comer nada que não fosse fresco. Foram cem dias. Fiquei com medo. Eu ouvi muito caso de pessoas que pegaram bactéria por não ter o cuidado necessário. Só falava com os amigos por telefone.

Linfoma de Não-Hodgkin

Pedro Enrique Arce Briceño trabalhava como encarregado de máquinas em Barueri, interior de São Paulo, onde mora, quando soube que tinha o linfoma não- Hodgkin. Dois anos de quimioterapia não foram suficientes para acabar com o câncer, mas fizeram cair os cabelos, sobrancelhas e até o pelo do nariz de Briceño.

No entanto, também para o metalúrgico, a quimioterapia mais forte foi a que antecedeu o transplante autólogo. Ele foi internado no Hospital São Paulo, na Vila Clementino, e recebeu os medicamentos do tratamento por uma semana.

- Eu sempre mantive, até ficar internado, 74 quilos, mas nesta etapa perdi 12 quilos. [O tratamento] leva sua imunidade a zero. Sai um “pozinho” da sua pele porque as células estão mortas. E como cai a imunidade, você se sente muito fraco. Não tem vontade de comer. Além disso, eu só podia receber os familiares na hora da visita. Minha esposa chegava e colocava avental, uma bota especial, toquinha na cabeça e máscara no rosto para não transmitir sujeira. 

Briceño diz que sua medula demorou 11 dias para “pegar” e, no total, ele ficou 27 dias internado. Durante dois anos, Pedro Enrique Arce Briceño não pode ir à praia e faz o alerta para Giannechini, que em recente entrevista disse ter vontade de tomar banho de mar após o transplante.

- Eu vi o Giannecchini falar que depois de fazer o transplante, ele quer tomar banho de mar. Mas ele vai demorar mais ou menos dois anos para ir à praia. Ele vai sarar. Mas, os médicos não vão liberar ele nem para ficar no quiosque da praia. Imagina a quantidade de bactérias que tem na areia. Mas, vai entrar [na água]. Depois de dois anos, Giannecchini vai fazer tudo aquilo lá. Se Deus quiser, vai dar tudo certinho. Força, que tudo dá certo.

 
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