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publicado em 24/05/2010 às 17h01:

Terapia trata quem engorda
sem saber ou faz ginástica excessiva

Comportamento compulsivo pode ser indício de problema de saúde

Camila Neumam e Diego Junqueira, do R7

Gordorexia, vigorexia, tanorexia e alcoorexia, você já ouviu falar sobre algum desses distúrbios?  Mesmo com sintomas diferentes, as novas “exias” citadas acima têm algo em comum: são baseadas em um comportamento compulsivo que vai desde comer, exercitar-se, bronzear-se e até beber demais.

Em todos esses casos, a pessoa vê sua imagem corporal e emocional de forma distorcida da realidade e, em busca de um perfil estético ideal e de uma melhor autoestima, recorrem aos exageros.

Diagnosticá-los nem sempre é fácil, pois quase todos esses distúrbios são baseados em comportamentos valorizados pela sociedade. Além disso, nenhum deles é reconhecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Para o tratamento, no entanto, é consenso sobre a necessidade de orientação psiquiátrica e psicológica.

Comer e malhar demais

Os gordoréxicos, por exemplo, são indivíduos obesos que se veem mais magros do que realmente são e não percebem que o sobrepeso arrisca sua saúde. Com isso, permitem-se comer livremente, o que causa ganho exagerado de peso e piora das doenças que contraiu devido à obesidade. 

De acordo com a endocrinologista Patrícia Spada, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o distúrbio deve ser visto com um problema a mais, já que a obesidade já é perigosa à saúde. O tratamento deve ser plural.

- Tem que ser tratado com equipe transdisciplinar. Só o médico ou só o psicanalista não darão conta do recado. Tem-se que contar, além destes, com nutrólogo e/ou nutricionista, educador físico e, em alguns casos, com psiquiatra. É importantíssimo tratar a família também, principalmente se for criança, o que não é incomum.

Já a vigorexia acomete pessoas que, por mais que se exercitem e sejam fortes, se consideram fracas. De acordo com o psiquiatra Alexandre Pinto de Azevedo, do Instituto de Psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo), os portadores desse distúrbio apresentam uma necessidade obsessiva em ganhar massa muscular, por isso acabam buscando academias e até usando anabolizantes.

Os vigoréxicos são geralmente jovens do sexo masculino, segundo a psicóloga Katia Rubio, que é também professora da Escola de Educação Física e Esporte da USP (Universidade de São Paulo). Para Kátia, o fato de a sociedade valorizar a imagem de homens robustos contribui para agravar a doença.

- O tratamento é realizado com psicoterapia, com o objetivo de levar o sujeito a se aceitar como ele é.

Tomar sol e beber muito mais do que o recomendado

Há ainda a tanorexia, que provoca nas pessoas um desejo excessivo em manter a pele bronzeada, seja por meios naturais (exposição ao sol) ou artificiais (bronzeamento artificial ou loções autobronzeadoras). Diferente da vigorexia, a tanorexia, segundo Azevedo, é mais frequente em mulheres entre 20 e 30 anos.

- Para o indivíduo tanoréxico, estar bronzeado o torna mais aceitável, interessante, atraente e todas as qualidades que talvez ele não enxergue em si. Seria como um reforço externo à baixa autoestima que possui.

Como forma de tratamento é necessária psicoterapia, com uso ou não de medicamentos.

Já a alcoorexia, ou anorexia alcoólica, é basicamente um mal feminino, pois atinge dez mulheres a cada homem e está intimamente ligado a quadros de anorexia nervosa, bulimia (compulsão alimentar seguida de vômito) ou outros tipos de transtornos alimentares. Abusar do álcool, neste caso, passa a ser duplamente satisfatório, pois torna-se útil para reduzir o apetite e para mudar a visão de realidade, explica a psiquiatra Angélica Claudino, do Proata (Programa de Orientação e Assistência a Pacientes com Transtornos Alimentares), da Universidade Federal de São Paulo. 

- O que existe na realidade é a associação de dois quadros, de uma doença associada a outra ou a sintomas de outra. O termo anorexia alcoólica é coloquial. É um transtorno alimentar aliado ao alcoolismo.

A base do tratamento da anorexia alcoólica é parecido com a dos outros transtornos alimentares, ou seja, tem base prioritariamente psiquiátrica com adição do tratamento do alcoolismo. A médica diz que tratamento é feito geralmente por meio da psicoterapia, administração de remédios e reabilitação, no caso do alcoolismo.

Falta referência mundial de tratamento

De acordo com psiquiatra da USP, a falta de dados oficiais sobre tratamentos destes distúrbios da própria OMS impede enfatizar uma única forma de tratamento para cada tipo.

- Como não há ainda dados sobre incidência, prevalência e critérios diagnósticos definidos, não se pode afirmar que se trate de um transtorno diagnosticável, pelo menos ainda não.

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