O número de transplantes de pulmão deve aumentar em pelo menos 20% em São Paulo, segundo estimativas da Secretaria de Estado da Saúde, que anunciou a implantação, por meio do InCor (Instituto do Coração), da Rede Pulmão, que vai capacitar profissionais em 14 cidades do Estado.
A cirurgia é considerada de alta complexidade e, hoje, apenas os municípios de São Paulo e Porto Alegre a realizam com regularidade. Em 2008, por exemplo, a capital paulista registrou 23 transplantes de pulmão.
Com o Rede Pulmão, a ideia treinar profissionais de saúde em importantes cidades do interior, como Campinas, Piracicaba, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Com isso, aumenta a qualidade na hora hora de avaliar as condições de órgãos para doação, agilizando o processo de triagem.
Um dos fatores que restringem o número de cirurgias é a dificuldade de se obter um órgão em boas condições. Em 2006, a Secretaria de Estado da Saúde realizou um estudo e revelou que, naquele ano, apenas 5% dos doadores foram aceitos.
Existem alguns motivos para essa baixa taxa de aproveitamento, como infecção e a distância do receptor. Por isso, a importância de melhorar a qualidade da equipe médica e a rede de captação no interior do Estado.
O projeto Doar São Paulo também dá agilidade à gestão de transplantes no Estado. Com coordenadores instalado dentro de 31 hospitais, a Secretaria de Estado da Saúde conseguiu triplicar o número viável de doadores. Do início do projeto, em maio, até agosto deste ano, as unidades conseguiram um total de 60 doadores, 186% a mais que o número alcançado em mesmo período de 2008.