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publicado em 10/06/2010 às 15h07:

Um em cada três paulistanos com
dores crônicas não busca tratamento

Para os pacientes com dores nas pernas e nos pés, mais da metade vive sem tratamento

Diego Junqueira, do R7

A cada três moradores da cidade São Paulo que convivem com dores crônicas, pelo menos um deles vive diariamente com as dores sem buscar nenhum tipo de tratamento.

Esse é um dos resultados de um estudo divulgado nesta terça-feira (10) pelo Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo).

As dores crônicas são aquelas em que os pacientes sentem os sintomas por pelo menos três meses.

Segundo Maria do Rosário Dias de Oliveira Latorre, coordenadora do estudo, ao não procurarem um médico para tratar de uma dor crônica, os pacientes não descobrem a origem da dor, que podem ser sintomas de uma enfermidade grave.

- A dor pode ser de uma doença simples, mas também podem ser sinal de uma doença grave, como um tumor. Se não procura o tratamento, não tem como saber.

Para a pesquisadora, muitas vezes as pessoas com dores crônicas procuram o tratamento quando a doença já está em estado avançado.

O mapa da dor

O número de pacientes que não buscam tratamento é ainda maior entre aqueles que sofrem com dores nos membros inferiores (pernas e pés) ou com dores nas costas, que são as duas principais dores crônicas sentidas pelos paulistanos.

Doenças crônicas arte

Entre as pessoas que sentem dores nas pernas e nos pés, mais da metade (54,6%) não tomam nenhum tipo de medicação, enquanto 37% usam medicamentos receitados pelos médicos e 7% tomam os remédios por conta própria (automedicação).

Os dados são bastante parecidos para os que sentem dores nas costas: 45,1% não se tratam, 38,7% consultam um médico e 13,7% fazem automedicação.

Automedicação também preocupa

Além da não procura por tratamento, a automedicação é outra medida tomada pelos pacientes que preocupa os médicos.

Para o ortopedista Rogério Teixeira da Silva, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, o consumo de anti-inflamatórios e analgésicos por conta própria pode levar a complicações cardíacas e gastrintestinais.

- Tratar a dor não é tomar um anti-inflamatório. Quando o paciente toma [esses medicamentos] ele acha que é tranquilo, mas não é tão tranquilo.

Uma das razões que fazem com que a dor não seja devidamente tratada, tanto pelos pacientes como pelos médicos, é que falta uma melhor educação dos profissionais de saúde, além de critérios mais objetivos que melhorem a avaliação desse sintoma.

Para os especialistas, as universidades deveriam incluir aulas sobre a dor, para que os profissionais saibam como lidar com os sintomas dos pacientes, aprendam mais sobre a prescrição dos medicamentos e suas consequências no organismo.

Segundo Teixeira, a dor é um problema de saúde pública.

- A dor é o sintoma de 80% dos pacientes ortopédicos. [Então], ela é um problema de saúde pública. Eu só consigo mudar se eu encarar como um problema de saúde pública.

 
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