O primeiro Mutirão de Avaliação de Risco Vascular de São Paulo concluiu que 33,7% da população tem alto risco de desenvolver doenças cardiovasculares nos próximos 10 anos.
O estudo mostra que a situação entre os homens é ainda mais preocupante, já que 42,84% têm alto risco, 23,92% risco moderado e 33,24% baixo risco. Entre as mulheres, 29,11% apresentam alto risco, 28,23% risco moderado e 42,66% baixo risco. O mutirão atendeu 64.587 mulheres e 32.915 homens.
A pesquisa promovida pela Secretaria da Saúde e pela Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) foi realizada nas cidades de São Paulo e Campinas e teve a participação de 97.502 pessoas, consultadas em UBSs (Unidades Básicas de Saúde), hospitais e postos de saúde. De acordo com a pesquisa feita, 26,7% da população tem risco moderado para desenvolver essas doenças e apenas 39,5% tem risco baixo para isso.
A pesquisa ainda concluiu que 75% das pessoas consultadas apresentaram três ou mais fatores de risco cardiovascular, como obesidade, má alimentação e sedentarismo, sendo que 14,3% têm risco cardiovascular muito alto, ou seja, risco de apresentar infarto do miocárdio ou morte durante os próximos 10 anos.
Os números surpreenderam o coordenador do Mutirão e diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da Socesp, Álvaro Avezum. Segundo ele e é preciso que haja uma conscientização da população para reverter as estatísticas que colocam o Brasil como um dos países com as maiores incidências de doenças cardiovasculares. Em 2010 a intenção é ampliar o Mutirão do Coração para 1 milhão de pessoas.
- É necessário mudar hábitos de vida, realizar exames com regularidade e aderir ao tratamento, para quem se enquadra nessa situação.