Saúde

8/2/2013 às 10h32 (Atualizado em 8/2/2013 às 10h55)

Pacientes-robô ajudam em treinamento médico na Escócia

Protótipos de doentes controlados por computador se comunicam e respondem a tratamento aplicado por estudantes de medicina

BBC Brasil

Tratamento de paciente-robô é gravado para avaliação dos estudantes Reprodução BBC

Vítima de um acidente, John está com sérias dificuldades para respirar. Em uma corrida contra o relógio, três médicos estão tentando descobrir o que fazer para salvar sua vida no Forth Valley Royal Hospital, na localidade escocesa de Larbert. Mas se eles falharem, ninguém morre.

Muitos estudantes de medicina treinam com bonecos — a diferença é que John pode não só se comunicar com os médicos que o atendem como também responder ao tratamento segundo a segundo.

Ele faz parte de um grupo de novos robôs controlados por avançados sistemas computadorizados que está sendo testado para o treinamento de médicos e enfermeiras no Forth Valley Royal Hospital.

A expectativa é de que cerca de 1.000 profissionais de saúde passem pelo centro de treinamento a cada ano.

Os estudantes e recém-formados serão filmados durante as simulações e em seguida os vídeos serão analisados para que seu trabalho seja avaliado.

Simulação

'Apesar de sermos instruídos sobre o que fazer em todos os tipos de situações médicas, é muito diferente quando você tem o equipamento nas mãos, as pessoas falando com você e as máquinas fazendo barulho. Isso aumenta bastante o stress do momento', diz a anestesista Donna Fraser.

Para ela, os pacientes-robô ajudam os estudantes e recém-formados a aprimorar suas habilidades em um cenário mais próximo da vida real.

O robô Reg, por exemplo, tem um coração falso, pode doar sangue e descrever seus sintomas para os médicos. Ele chega a piscar os olhos e geme em situações em que o paciente sentiria dor.

Outro boneco simulador, conhecido como Stan, responde a gases anestésicos. No grupo de robôs também há protótipos de uma mulher grávida, de um bebê e de duas crianças.

'O objetivo é ampliar a segurança aos pacientes com uma educação que lança mão dessas simulações', explica o médico Michael Moneypenny, diretor do Centro Escocês de Simulação Clínica.

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