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Febre digital, Pokémon Go deixa Nintendo e empreendedores cheios da grana

Motoristas, restaurantes e até mesmo jogadores estão investindo no game

Tiago Alcantara, do R7

À direita, a tela do jogo mais badalado do momento e, à esquerda, a molecada de Anchorage, no Alasca, na atividade
À direita, a tela do jogo mais badalado do momento e, à esquerda, a molecada de Anchorage, no Alasca, na atividade Eduardo Woo/Roger Lew (sob licença Creative Commons)

O game para celulares Pokémon Go foi lançado no início de julho, mas já tem resultados que honram os 20 anos de uma das franquias de maior sucesso na história dos videogames. O aplicativo já ultrapassou Candy Crush e se tornou o jogo para celulares mais bem-sucedido da história. Até o fechamento desta edição, o número de downloads oficiais do game já havia passado os 30 milhões. O jogo já rendeu US$ 14 milhões (cerca de R$ 58 mi) para a empresa.

Tanta repercussão fez com que o valor de mercado da Nintendo, dona da franquia, ultrapassar a marca dos US$ 40 bilhões nesta semana. Isso significa o dobro do valor da empresa há duas semanas. Em uma tacada só, a companhia ainda ultrapassou o valor de mercado da concorrente japonesa Sony, dona do PlayStation.

Um dos grandes feitos do game é fazer com que os usuários passem muito tempo jogando, por conta da proposta de caminhadas para “caçar” Pokémons. Um levantamento da empresa de pesquisas Sensor Tower aponta que os jogadores passam mais tempo jogando do que navegando no Facebook – a rede social mais bem-sucedida do mundo.

Um outro levantamento revelou que Pokémon Go foi responsável por 47% de todo o lucro gerado por games para celular durante o dia 10 de julho nos Estados Unidos. De acordo com o game designer e coordenador do curso de Game Art da escola RedZero, Lucas Ribeiro, o jogo tem uma forma simples de monetização, que já é usada por vários outros títulos para smartphones: microtransações. Ou seja, basicamente, você compra moedas que permitem a troca por itens que facilitam ou expandem o jogo.

Divulgação

— Pokémon Go faz um trabalho muito bom ao aplicar um modelo que já é clássico, usando microtransações para dar vantagens ao jogador ou melhorar a experiência. Em geral, o jogo todo é muito simples, o que fala mais alto não é a tecnologia dele e sim a franquia.

Tanto engajamento faz com que analistas apontam para a possibilidade do game render 1 bilhão de dólares por ano.  No entanto, não é só a Nintendo que está surfando nos resultados do jogo. Restaurantes, motoristas e jogadores estão encontrando formas de lucrar com o jogo. Ribeiro lembra que os 20 anos de sucesso da franquia no mundo dos videogames portáteis são uma prova da força da marca, que agora alcança mais jogadores ao estar disponível em smartphones com Android e nos iPhones.

— A demanda por essa experiência de ver os pokémon no mundo real era enorme, por isso o resultado é empolgante e assustador ao mesmo tempo.

Completinho pra você: Como Pokémon Go dominou a internet!

Notícias de países onde o game foi lançado relatam que já é possível comprar uma conta de Pokémon Go com vários monstrinhos em um nível alto a partir de US$ 12 (cerca de R$ 36). Como em vários outros jogos, esse tipo de procedimento seria um “atalho” para evoluir no game sem tanto esforço. Segundo uma reportagem do The Telegraph, do Reino Unido, essas contas são oferecidas em sites, como o eBay e em redes sociais, como o Craiglist.

Safari Pokémon

Outro caso de sucesso do game vem de Portugal. De acordo com a assessoria da plataforma de compra e venda OLX, as buscas pelo termo “Pokémon” aumentaram em cerca de 35% após o anúncio do jogo para celulares.

Algumas das ofertas mais interessantes da lista são de taxistas oferecendo uma espécie de safari Pokémon.

Frenesi causado por novo jogo Pokémon Go leva a roubos e acidentes

Os motoristas lusitanos estão disponibilizando seus serviços na OLX para que os jogadores possam caçar Pokémon pelas ruas. Há também pacotes para levar os gamers até os PokeStops – locais onde os gamers recolherem itens.

Você nem imagina o tanto de coisa absurda que já rolou por causa de Pokemon Go!

Em Baltimore (EUA), motoristas criaram um serviço de transporte que conta com petiscos, bebidas, carregadores de celular e conexão Wi-Fi. Tudo para o conforto dos treinadores de Pokémon Go.

As corridas costumam durar uma ou duas horas e têm preços variando entre US$ 20 (R$ 66) e US$ 30 (R$ 99). As informações são do site de tecnologia norte-americano Gizmodo.

Isca para clientes

A correspondente internacional do Domingo Espetacular, Heloísa Villela entrevistou Sean Benedetti, o gerente da pizzaria L'inizio, em Nova York (EUA), afirma ter um salto de 75% nas vendas no fim de semana do lançamento do jogo. O motivo? Gastou US$ 10 (cerca de R$ 33) em um item que atrai Pokémon para sua localização.

— Nunca me diverti tanto trabalhando. O jogo é ótimo para os negócios.

De acordo com informações da agência Reuters, um estudante na Austrália encontrou um código de programação dentro do jogo que indica um sistema de patrocínio e citou o nome da rede de restaurantes McDonalds. A rede não comentou o assunto.

Pokémon Go: veja quais celebridades já estão viciadas no jogo!

Em entrevista à agência, o diretor de mídia social e móvel da consultoria DDG, Christophe Jammet, analisa que o game pode ser uma ótima opção para comunicação com clientes.

— Com Pokémon Go, você está vendo o jogo como uma maneira de passar por cima de um monte de canais digitais (marketing) que as lojas têm confiado nos últimos anos.

Saiba mais sobre o game na reportagem do Domingo Espetacular:

 

 

 

 

 

 

 

 

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